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Acusado pela morte de pastora em Aragoiânia é denunciado pelo MP por feminicídio

O Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia criminal nesta sexta-feira (9/2) contra o pastor Alexandre de Souza e Silva, acusando-o pela morte da também pastora Ailsa Regina Navarro Gonzaga Ferreira, ocorrida em 8 de novembro do ano passado, na zona rural de Aragoiânia. A peça acusatória, assinada pelo promotor Marcelo Franco de Assis Costa, classifica a conduta como homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, pelo crime ter sido cometido com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por ter sido praticado contra mulher por razões da condição do sexo feminino, o que caracteriza feminicídio. Além desse crime, Alexandre de Souza foi denunciado por ocultação de cadáver.

Na denúncia, o integrante do Ministério Público relata que, segundo foi apurado no inquérito policial, o acusado e a vítima mantiveram um relacionamento amoroso por mais de um ano e, durante esse período, a convivência foi conturbada em razão de Alexandre ter uma outra mulher em Brasília. Apurou-se também que o denunciado era foragido da Justiça e Ailsa, ciente destes fatos, decidiu romper o relacionamento. O denunciado, contudo, recusou-se a manter-se distante da vítima.

Assim, detalha a peça acusatória, no dia do crime, Ailsa foi convencida a sair com o denunciado para alugar um barracão. No caminho, porém, foi atraída por ele, de forma dissimulada, até o Recanto Cachoeirinha, na zona rural de Aragoiânia, onde foi levada a uma trilha numa mata, onde foi esfaqueada. Na sequência, Alexandre ocultou o corpo de Ailsa na mata, cobrindo-o com folhas, jogou a faca utilizada no crime em um rio, caminhou até a GO-040 e fugiu do local do crime.

Em relação às circunstâncias do homicídio, o promotor ressalta que as condições em que foi praticado “mostram o desprezo do denunciado pela condição do sexo feminino, inclusive a violência em contexto amoroso familiar”. Além disso, argumenta, a razão alegada para o crime comprova o motivo torpe, bem como a forma empregada demostra a dissimulação e a impossibilidade de defesa da vítima. Ao ser preso, Alexandre de Souza confessou o crime. Ele continua detido.

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