Anac certifica aeronave comercial da Embraer para operar voos

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jato E190-E2, da fabricante de aeronaves Embraer, recebeu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) certificação e vai poder entrar em operação pelas companhias em voos comerciais. Um evento em São José dos Campos, sede da companhia, celebrou a certificação na tarde desta quarta-feira (28).

A família de jatos E2 foi apresentada pela empresa em fevereiro de 2016 e o E190-E2 é uma aposta da fabricante para se manter líder no segmento de aviação regional. A companhia informou que tem 74 unidades vendidas do jato e 97 pedidos firmes (reservas).

Além da Anac, a aeronave também foi certificada por agências internacionais como a Federal Administration Aviation (FAA) e pela Agência Europeia para Segurança da Aviação.

Antes da cerificação, a aeronaves passou por uma bateria de testes. Foram utilizados quatro protótipos no trabalho, segundo a Embraer. A primeira decolagem do modelo foi em maio de 2016. Foram aproximadamente 45 mil horas de testes.

“Vamos ter uma presença global ainda maior, vamos aumentar nossa participação no mercado. Tendência é de aumentar o mercado, aumentar nossa participação no mercado de até 150 assentos”, disse o CEO presidente da Embraer, Paulo César Souza e Silva.

O primeiro jato E190-E2 deve entrar em operação no próximo mês de abril, pela companhia norueguesa Wideroe.

O modelo, com pintura estilizada com ‘cara de tigre’, também foi levado para Embraer a um dos maiores salões aeronáutica do mundo, o Airshow, que neste ano ocorreu em Singapura.

Família E2

O E190-E2 promete economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção, em relação ao modelo anterior.

A família E2 é composta por três modelos com capacidades entre 70 e 150 passageiros.

Boeing

O evento de certificação em meio às negociações entre a Embraer e a americana Boeing por uma fusão. O CEO descarta que a troca do ministro Raul Jungmann do Ministério da Defesa para Segurança Nacional atrase as negociações. Jungmann estava a frente da negociação, que depende de aprovação do governo. A pasta da Defesa vai ser coordenada por um militar.

“Não temos nada ainda [com a Boeing], as conversas continuam, é operação complexa, interessante para as duas empresas e que vai tornar a Embraer maior, com mais empregos e exportações, mas é necessário achar estrutura que dê conforto que o governo prevcisa, principalmente na área da defesa”, disse.