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Cida Borghetti toma posse como governadora do Paraná

A governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), disse nesta sexta-feira (6), ao tomar posse, que sua gestão à frente da chefia do Poder Executivo será de continuidade. Em discurso recheado de agradecimentos ao antecessor, Beto Richa (PSDB), a pepista afirmou que pretende “prolongar o bom período” vivido pelo Estado.

Foto: Cassiano Rosário/Futura Press

“Estamos no meio de um trabalho, não no fim. Não existe meio governo. Existe uma população inteira que precisa de serviços de qualidade”. A fala foi uma referência ao pacote de medidas impopulares implementado pelo tucano, em conjunto com a Assembleia Legislativa (Alep), que incluiu aumento de impostos, reforma na previdência dos servidores e congelamento da data-base do funcionalismo.

“As medidas pensadas e implantadas a partir de 2015 por nosso governo deram ao Paraná as ferramentas necessárias para continuar avançando. O governador Beto Richa teve atitude de estadista ao colocar o futuro do Paraná acima de interesses pessoais e políticos. É preciso coragem e desprendimento para agir assim. É um gesto que ficará registrado na história”, comentou.

Segundo ela, não se pode colocar a perder “tudo que conquistamos com dificuldade”. “Penso que governar é muito mais que simplesmente cumprir compromissos. É também indicar o caminho que vamos seguir; caminho que faremos com respeito a princípios sólidos: diálogo permanente com a sociedade, prioridade para as pessoas, foco na gestão pública e exercício seguro da autoridade”.

Durante a cerimônia, a governadora anunciou seis novos nomes para o primeiro escalão da administração estadual. Como especulado, seu cunhado, Silvio Barros, irmão do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), vai acumular a Casa Civil e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano.

Já a coronel Audilene Rosa de Paula Dias Rocha será a primeira mulher da história a ocupar o comando da Polícia Militar (PM) do Estado, em 164 anos. Os demais são Mauricio Tortato, na chefia da Casa Militar; Antonio Carlos Nardi, na Saúde; Lucília Dias, na Chefia de Gabinete; e Élio de Oliveira Manoel, na chefia do Estado Maior.

Em seu último ato como governador, Beto Richa (PSDB) também voltou a defender o ajuste. De acordo com o tucano, que se desincompatibilizou para concorrer ao Senado, o Estado fez “o dever de casa”, garantindo o equilíbrio de suas contas, conquista essa que “precisa ser preservada”.

“Fizemos um ajuste que cortou R$ 2 bilhões por ano nas despesas e que continua diariamente, com a racionalização dos gastos e a revisão de despesas de custeio. Fizemos isso para que o Estado gastasse menos em si próprio e mais com os paranaenses” afirmou.

“Na boca do caixa, herdamos uma dívida de R$ 4,5 bilhões, com contas atrasadas de água, luz e telefone. Só com o Pasep, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, a dívida era de R$ 1 bilhão. Tivemos que parcelar e parar essa dívida. Lembro isso para que os críticos de ocasião não se esqueçam do mal que fizeram ao nosso Estado, e para que os paranaenses não esqueçam os seus nomes”, prosseguiu.

Richa aproveitou a ocasião para agradecer a base governista na Assembleia, responsável por garantir a aprovação dos ajustes. Dos 54 deputados estaduais, pelo menos 33 votaram a favor das medidas impopulares quando solicitados. “Muito obrigado a todos vocês. Estejam certos que as suas contribuições para o Paraná merecerão da população o reconhecimento justo pela postura responsável que tiveram”.

O agora ex-governador falou ainda sobre seu mais novo desafio. “[Quero que ] o Paraná tenha a oportunidade de levar a sua voz a outros níveis, que possa ser bem representado nacionalmente, que tenha mais apoio do governo federal”.

Cida Borghetti assinou o termo de posse por volta das 10h15, na Assembleia, onde também prestou seu juramento. Na sequência, desceu a rampa do Parlamento e se dirigiu até o Palácio Iguaçu, que fica em frente, acompanhada de familiares, assessores e parlamentares.

Um pequeno grupo de servidores estaduais ensaiou um protesto. Os manifestantes penduraram balões com os dizeres “Richa nunca mais” e entoaram gritos contrários à administração. Na entrada da sede do governo, porém, seguranças fizeram um cordão de isolamento e garantiram a passagem de ambos sem percalços.

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