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Erdogan diz que Turquia ‘boicotará’ produtos eletrônicos dos EUA

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta terça-feira (14) que seu país vai “boicotar” os produtos eletrônicos americanos, em um momento de grande tensão nas relações entre Ancara e Washington.

Presidente turco, Tayyip Erdogan, faz discurso em encontro do seu partido em Ancara, na Turquia, neste sábado (4)  (Foto: Murat Kula/Presidential Palace/ Reuters )

Presidente turco, Tayyip Erdogan, faz discurso em encontro do seu partido em Ancara, na Turquia, neste sábado (4) (Foto: Murat Kula/Presidential Palace/ Reuters )

“Vamos aplicar um boicote contra os produtos eletrônicos americanos”, afirmou Erdogan em um discurso na televisão.

“Se (Estados Unidos) têm iPhones, há Samsung do outro lado”, declarou, em uma referência à marca americana Apple e à rival sul-coreana.

“Nós temos os nossos Venus e Vestel”, completou, em referência a marcas eletrônicas turcas.

Os produtos da Apple são muito usados na Turquia, incluindo por Erdogan, que costuma ser fotografado com um iPhone, com um iPad na mão.

Durante a tentativa de golpe de Estado de 15 a 16 de julho de 2016, Erdogan pediu a seus seguidores que fossem às ruas, recorrendo ao aplicativo FaceTime, desenvolvido pela Apple.

As declarações do presidente turco surgem no momento em que Ancara e Washington, dois aliados na Otan, atravessam uma crise diplomática que preocupa os mercados na Turquia e que acelerou o colapso da lira turca.

Depois de vários meses de tensão, as relações se complicaram mais, com a detenção na Turquia do pastor americano Andrew Brunson.

Os Estados Unidos impuseram sanções contra dois ministros turcos, e Ancara respondeu com medidas similares. Na sequência, o presidente americano, Donald Trump, anunciou o aumento das tarifas de importação do aço e do alumínio turcos.

Essas disputas provocaram a queda da lira turca nos últimos dias.

A divisa parecia, porém, começar a se recuperar nesta terça, um dia depois de o Banco Central turco anunciar uma série de medidas.

Pelo colapso, Erdogan responsabilizou um “complô político”, promovido, segundo ele, pelos Estados Unidos.

“Não hesitam em usar a economia como uma arma”, declarou ele, nesta terça, garantindo que a economia turca funciona “como um relógio, graças a Deus”.

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