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Fraudes na prefeitura de Pirenópolis eram investigadas há 6 meses, diz Deic

A delegada Mayana Rezende, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), apresentou nesta quinta-feira,7, mais informações sobre o esquema criminoso envolvendo servidores da prefeitura de Pirenópolis. A operação da Polícia Civil deflagrada na quarta-feira, 6, apura os crimes de fraudes em licitações, associação criminosa, peculato e falsidade ideológica envolvendo servidores da prefeitura e uma empresa prestadora de serviço de limpeza urbana.

A delegada explicou que as investigações começaram em agosto de 2018 por meio de uma denúncia anônima protocolada no Ministério Público. A investigação ainda está em andamento e um mandado de prisão deve ser cumprido no decorrer desta quinta.

A titular da Deic afirmou ainda que o envolvimento do prefeito de Pirenópolis João do Léo (DEM) não foi constatado mas que ele poderá ser ouvido no decorrer das investigações.

Informações colhidas pela PC e verificadas pelo TCM apontam que a empresa Amarilis Prestacional Eireli-ME, cujo nome fantasia é Soma, foi contratada pela administração municipal atual por meio de uma licitação, elaborada pela própria empresa, para a prestação de serviço de limpeza urbana. No entanto, parte do serviço acordado não era realizado, o número de varrições foi alterado para superfaturamento, entre outras irregularidades.

“A empresa virou um braço administrativo da prefeitura com indicações para contratações e troca de favores. Também foram realizados serviços particulares, enfim inúmeras irregularidades com a conivência da estrutura municipal. Alguns depoimentos citam que no período eleitoral era comum o pedido de votos na empresa”, relatou a titular da Deic.

Foram presos, o servidor do departamento de licitações e contratos, Lucas Augusto Barbosa Sousa; o assessor especial, Marcos Aurélio Figueiredo; o consultor jurídico, Waidson José Pereira Arantes; o chefe do Controle Interno, Ney Jakson Oliveira; o gestor de Governo, Adriano Gustavo de Oliveira e Silva; o secretário de Infraestrutura e Trânsito, Ozair Louredo da Cunha, o profissional autônomo, Júlio César Alves Bueno; e os empresários Diogo Rosa de Castro e Kelly Miquelante Oliveira de Castro.

O valor desviado ainda está sendo levantado, mas a soma seria de no mínimo R$ 200 mil. Maiores detalhes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. Segundo a Deic, o valor total do contrato é de aproximadamente R$3,5 milhões.

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