Goiânia e outros 56 municípios elegem novo prefeito

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A população de Goiânia escolhe, hoje, em segundo turno, o seu próximo prefeito, para mandato de quatro anos. Na disputa, Iris Rezende (PMDB), que representa a Coligação Experiência e Confiança, e Vanderlan Cardoso (PSB), à frente da Coligação Uma Nova Goiânia. No primeiro turno, Iris Rezende obteve 277.074 votos (40,47%) e Vanderlan Cardoso alcançou 217.981 votos (31,84%).display

A coligação de Iris reúne seis partidos: PMDB, PR, DEM, PDT, PTC e PRTB. Já a coligação de Vanderlan agrega doze legendas: PSB, PSDB, PRB, SD, PHS, PSL, PP, PPS, PSC, PV, PMB e PSDC. O deputado estadual Major Araújo (PR) é o candidato a vice-prefeito na chapa de Iris. O vereador Thiago Albernaz (PSDB) é o companheiro de chapa de Vanderlan.

Além de Iris e de Vanderlan, disputaram o primeiro turno na corrida ao Palácio Municipal: deputado federal delegado Waldir Soares (PR), deputado estadual Francisco Júnior (PSD), deputada estadual Adriana Accorsi (PT), vereador Djalma Araújo (Rede) e o professor Flávio Sofiati (PSol).

Com a renúncia de Iris Rezende, em 2010, que se desincompatibilizou para concorrer ao Palácio das Esmeraldas, o vice-prefeito, Paulo Garcia (PT), assumiu a prefeitura de Goiânia, sendo reeleito em 2012, já no primeiro turno.

A campanha deste ano foi curta, devido às alterações na legislação eleitoral: de apenas 45 dias. A propaganda eleitoral no rádio e televisão durou apenas 35 dias.

Iris Rezende ganhou reforço, no segundo turno, de vereadores e ex-candidatos a vereador de diversos partidos que estiveram com Vanderlan Cardoso, como PV, PR e PTB.

Vanderlan Cardoso contou com o apoio do governador Marconi Perillo (PSDB), do vice-governador José Eliton, de diversos partidos da base aliada e dos ex-prefeitáveis Francisco Júnior (PSD) e Djalma Araújo.

O prefeito Paulo Garcia, a ex-candidata a prefeita Adriana Accorsi, PT, PC optaram pela neutralidade no segundo turno.

O deputado federal delegado Waldir Soares (PR) e o professor Flávio Sofiati (PSol) também permaneceram neutros no segundo turno.

Perfil

Iris Rezende, de 82 anos de idade e 58 anos de vida pública, já foi prefeito de Goiânia por três mandatos (1965, 2004 e 2008) e governador do estado por duas vezes (1982 e 1990). Sempre filiado ao PMDB. Foi vereador em Goiânia, deputado estadual e senador da República.

Ministro de Agricultura e Pecuária (governo Sarney) e da Justiça (governo Fernando Henrique Cardoso). É advogado e agropecuarista. Disputou e perdeu três eleições para o governo do Estado (1998, 2010 e 2014) e não conseguiu a reeleição para o Senado (2002).

Vanderlan Cardoso, de 53 anos de idade e 12 anos de vida pública, foi prefeito de Senador Canedo por dois mandatos. É empresário no ramo alimentício e de higiene pessoal. Perdeu duas eleições para o governo do Estado (2010 e 2014). Filiado ao PSB, já foi pertenceu ao PR e ao PMDB.

 

Em debate, prefeitáveis apresentam propostas

Os candidatos à Prefeitura de Goiânia Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB) participaram na última sexta-feira (28) de um debate na TV Anhanguera. O jornalista Júlio Mosquéra, da TV Globo, foi o mediador. Na ocasião, os políticos que disputam o 2º turno puderam fazer perguntas entre si sobre temas determinados e livres, entre eles segurança pública, mobilidade urbana, Saúde e Educação.

Durante o debate houve confusão entre cabos eleitorais dos candidatos que assistiam ao programa na frente da TV Anhanguera. Houve o registro de feridos e o confronto só terminou com a chegada da Polícia Militar.

Nas suas considerações, Iris Rezende explicou os motivos que o levaram a se candidatar mais uma vez: “Eu quero dizer o que me impulsionou a ser mais uma vez candidato à Prefeitura de Goiânia. É pela situação difícil, complexa, que esta cidade querida está enfrentando em todas as áreas da administração. Na área da segurança pública, na área da Saúde, na Educação, no transporte urbano. Em todas as áreas Goiânia está sofrendo. E eu senti que essa cidade, a qual eu devo a minha carreira política, que me recebeu vindo do interior, da zona rural, com 15 anos, nove anos depois a capital me fez o vereador mais bem votado de sua história. Quatro anos depois, era Goiânia que me elegia o deputado mais bem votado da história de Goiás. Três anos depois, eu com 31 anos, fui eleito prefeito. De forma que tudo começou aqui”, disse.

“Se não fosse Goiânia, Goiás não tinha me conhecido. Eu não teria tido a oportunidade de ter sido eleito governador. Se isso não tivesse acontecido, eu não teria a oportunidade de ter lembrado pela República para ser ministro da Agricultura e da Justiça. E eu não teria a oportunidade de servir ao meu país. Dessa forma ninguém tem o dever de amar mais essa cidade do que eu, pois eu devo toda a minha carreira política a você que me vê, a você que me ouve, aos seus pais, aos seus avós, durante esses 58 anos de militância política”, destacou o candidato.

O peemedebista encerrou falando sobre os seus planos e que pretende cumprir todo o mandato, caso seja eleito. “É movido por esse amor, pela preocupação que tenho por essa cidade, que eu tenho ciúme dela, eu tenho receio de que essa cidade venha um dia a cair nas mãos de quem não a conheça, que não sinta os seus sentimentos. É por isso que eu me apresentei como candidato. E quero, nessa fase da minha vida, dizer que vou ficar até o último dia do meu mandato e, com a graça de Deus e o apoio do povo, realizando mutirões todos nos finais de semana, quero realizar a mais bela administração da minha vida. Com a experiência que eu tenho, com o amor que me move por essa cidade, conhecendo profundamente todos os seus problemas, todos os seus sentimentos”, concluiu.

Vanderlan Cardoso, em sua fala, ressaltou: “Olha, eleitor, eu percorri essa cidade durante um ano na pré-campanha. Ouvindo a população, transformando essas nossas reuniões em reuniões de trabalho. Ouvindo o sentimento e como a população estava pensando e exigindo soluções para cada problema que estava afligindo a sua vida. Nós fizemos um plano de governo voltado para as suas necessidades, para aquilo que você estava pedindo e nada foi pedido fora da curva, ou seja, nada mirabolante ou obras fantasiosas”, afirmou.

O candidato do PSB disse ter capacidade para administrar a capital. “Eu me preparei e eu sei trabalhar, eu sei administrar. Eu trouxe para a iniciativa pública o que eu aprendi na iniciativa privada, a trabalhar com gestão, com planejamento, mas acima de tudo a trabalhar com as pessoas. É muito gratificante quando você leva o serviço, por exemplo, quando você encontra uma pessoa que recebeu uma casa, que sua família foi beneficiada com uma cirurgia, que não ficou ali na fila de espera, foi tratado com respeito por nós. Isso é gratificante. Não é pelo salário, Deus já me deu mais do que eu preciso e muito mais do que eu mereço. É porque eu gosto de fazer as coisas, me sinto preparado. Eu quero sim. Goiânia, da forma que está hoje, foi deixada de lado pelos últimos governantes. Não se investiu na qualificação profissional, não se investiu nos polos de desenvolvimento. Você sabe por que, eleitor, eu falo tanto em geração de emprego e renda, na qualificação profissional? Porque um pai de família, uma mãe de família, um jovem que tem recurso, que tem seu próprio dinheiro, ele movimenta a economia, ele fica com a autoestima elevada, a cidade cresce, a cidade desenvolve. Eu sei trabalhar com a autoestima das pessoas, esse foi um dom que Deus me deu”, assegurou.

 

Onde os prefeitáveis votam

Iris Rezende (PMDB)
•Colégio Marista, Avenida 85, nº 1.140, Setor Marista
•Zona: 01
•Seção: 133
•Horário: 9h30

 

Vanderlan Cardoso (PSB)
•Colégio Estadual Jardim Novo Mundo – Av. Cristóvão Colombo, Jardim Novo Mundo
•Zona: 135
•Seção: 0351
•Horário: 9h

 

Praticamente 33 milhões de eleitores (32.986.856) são esperados neste domingo (30) em postos de votação em todo o país para escolher em segundo turno os próximos prefeitos  de 57 municípios.

Ao todo, são 114 candidatos a prefeito, em 18 capitais e 39 cidades com mais de 200 mil eleitores

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram disponibilizadas 157.548 urnas para o pleito. Desse número, 67 mil estarão disponíveis para o caso de equipamentos quebrados.

Durante todo o dia, 390.237 mesários, dos quais 182.308 voluntários, trabalharão na eleição.

Horário de votação
As mais de 437 mil seções eleitorais, locais onde ficam instaladas as urnas eletrônicas, estarão abertas das 8h às 17h.

Urna eletrônica
Na urna eletrônica, os eleitores votarão apenas para prefeito. De acordo com estimativa do TSE, o tempo médio de votação é de cerca de um minuto por eleitor.

Esse é o tempo calculado a partir do momento em que o eleitor se dirige à urna até o instante em que finalizar o voto.

Documentos para votar
Para votar, é obrigatório que o eleitor apresente um documento oficial de identificação com foto, que poderá ser, por exemplo, carteira de identidade ou identidade funcional (como a da OAB). Também são aceitos certificados de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.

Ainda que não seja obrigatório, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda a apresentação do título de eleitor para facilitar a localização da zona eleitoral e da seção de votação (consulte o número do título e o local de votação).

Os eleitores, no entanto, não poderão votar se identificando apenas com o título, uma vez que o documento não tem foto.

Identificação biométrica
No segundo turno, cerca de 12,8 milhões brasileiros vão votar usando a identificação biométrica. Esse número representa 39% de todo o eleitorado das cidades onde o pleito será realizado, segundo o TSE.

Caso as digitais do eleitor não sejam reconhecidas pelo equipamento de leitura biométrica acoplado à urna, será necessário que ele apresente o título de eleitor ou documento oficial com foto.

‘Cola’
Para facilitar a votação, a lei permite que os eleitores levem uma “cola” com os números de seus candidatos (clique aqui para imprimir).

Quem deve votar
São obrigados a votar os eleitores maiores de 18 anos. O voto é facultativo para os maiores de 16 e menores de 18 anos, os maiores de 70 anos e os analfabetos.

O voto do analfabeto é facultativo. Porém, caso o cidadão queira votar e não saiba assinar, será colhida a impressão digital do seu polegar direito na folha de votação. O eleitor deve utilizar a “cola” para facilitar na hora da votação. Assim, basta pressionar o número dos candidatos da sua preferência e, em seguida, a tecla verde.

Voto branco, nulo e na legenda
Além de votar em um candidato específico, digitando o número do escolhido na urna eletrônica, o eleitor terá outras duas opções: votar nulo ou em branco.

Assim como o voto nulo, o voto em branco não é considerado entre os votos válidos, que são aqueles usados pela Justiça Eleitoral na hora de calcular quem foi eleito.

Por isso, mesmo se a maioria dos eleitores votar branco ou nulo, ainda assim a eleição não é anulada, e vence o candidato mais votado.

Hoje, a diferença entre branco e nulo está no modo como o eleitor registra esses tipos de votos.

O voto branco é registrado ao se apertar, na urna eletrônica, o botão escrito “branco”. Já o voto nulo é computado quando o eleitor digita um número que não pertence a nenhum candidato e aperta o botão “confirma”.

Camisetas e broches
Também é liberado o uso de camiseta, bandeira, broche e adesivo no momento da votação, desde que o eleitor manifeste a sua preferência política de maneira “silenciosa”. Não é permitida a manifestação com alto-falantes e amplificadores de som.

Prisões de eleitores
Pela legislação eleitoral, para evitar perseguição política, nenhum eleitor poderá ser preso nas 48 horas posteriores ao término da eleição, exceto em flagrante ou se existir contra ele uma condenação por crime inafiançável, como racismo ou tortura, ou ainda por desrespeito a salvo-conduto.

No dia da votação, é proibido o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comício ou carreata e a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

Boca-de-urna
Quem fizer boca-de-urna, como o recrutamento de eleitores ou propaganda, poderá ser preso. A pena varia de seis eses a um ano de detenção, podendo ser trocada por prestação de serviços à comunidade, além de multa que pode chegar a quase R$ 16 mil.

No dia da votação, também é proibido o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comício ou carreata e a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

Justificativa
Quem não conseguir votar neste domingo, deve justificar a ausência no local de votação mais próximo. É preciso documento de identifidade oficial com foto e, de preferência, o título de eleitor.

Quem não votar e não conseguir justificar, precisa procurar um cartório eleitoral dentro de 60 dias após cada turno da eleição para regularizar a situação.

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