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Governo de Goiás recusa oferta de empréstimo de R$ 510 mi feita pela Caixa

Diante da proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal e considerando o ambiente político eleitoral do momento, o Governo de Goiás decidiu recusar o empréstimo de R$ 510 milhões negociado com a instituição financeira. O anúncio foi feito pelo governador José Eliton nesta segunda-feira (9/7). “O Estado não procura recurso a qualquer custo”, disse.

De acordo com a gestão estadual, a proposta enviada pela Caixa na última quinta-feira (5) exige 400% do montante contratado em depósito e aplicações na instituição e 200% do Fundo de Participação dos Estados como garantia. Ainda segundo a proposta, os juros aplicados seriam de 0,91% ao mês.

“Nossa equipe técnica analisou tudo. Eu fiz um agradecimento à Caixa pela deferência, mas decidi por não aceitar essa operação. Nos moldes que ela foi proposta, iria impactar muito as contas públicas do Estado. Esse impacto não seria para hoje, mas para o amanhã”, justificou o governador.

Ainda segundo José Eliton, o ambiente político eleitoral teve papel importante na decisão. “Isso é natural não apenas com essa operação, mas em várias outras e em todo o Brasil, já que temos um calendário eleitoral que prevê uma eleição em outubro próximo. Todas essas questões de risco impactam não só operações de crédito, mas todo mercado financeiro”, observou.

“No caso de Goiás, ainda tivemos componentes de líderes da oposição que se manifestaram contrários à operação. Na minha avaliação, com argumentos equivocados, do ponto de vista técnico. Enquanto eles estão olhando para a eleição, eu olho para a saúde financeira do Estado”, acrescentou o governador ao enfatizar que optou por recusar o empréstimo.
José Eliton destacou que, mesmo sem o recurso, as obras e ações do governo estadual vão seguir normalmente. “Temos um fluxo de caixa que nos permite dar continuidade ao conjunto de obras em execução no Estado. Vamos continuar isso. Lá na frente, se for o caso, se já tiver descontaminado esse ambiente político-eleitoral, podemos discutir novamente essas operações. No futuro, com as taxas adequadas, podemos voltar a falar sobre isso”, finalizou o governador.

Presente na entrevista, o secretário da Fazenda, Manoel Xavier Filho, disse que a proposta apresentada pela Caixa “é uma prova cabal de que o Estado cumpre com suas obrigações. Se assim não fosse, ela nem nos teria apresentado uma proposta de financiamento”.

Adriana Marinelli e João Unes, A Redação

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