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Meirelles diz que corte da nota é ‘técnico’, e não ‘questão política’

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (12) que as decisões das agências de classificação de risco, como a da Standard&Poor’s, que rebaixou a nota brasileira nesta semana, não devem ser consideradas como uma “grande questão política” do Brasil.

A S&P argumentou que o rebaixamento da nota do Brasil se deve ao atraso na aprovação de medidas fiscais de reequilíbrio das contas públicas, em especial a reforma da Previdência, o que a agência considera “uma das principais fraquezas” do país.

Segundo avaliação do Blog de Helio Gurovitz, essa decisão da S&P atinge diretamente Henrique Meirelles, condutor da área econômica do governo Michel Temer, apontado como possível candidato à Presidência na eleição deste ano.

“É um movimento técnico, e não acredito que isso afete candidaturas”, declarou o ministro.

Para ele, “está claro que a agência fez lá sua avaliação, e não discuto avaliação de agências, nunca discuti. Eles fazem o trabalho deles e a gente faz o nosso trabalho”.

O ministro afirmou que o governo vai levar adiante as reformas que, na avaliação dele, o país necessita.

“Não devemos considerar isso [o rebaixamento] uma grande questão politica do Brasil. Importante é fazermos as reformas que o Brasil precisa. Acredito que as lideranças do Congresso e do Executivo estão trabalhando juntas e vão continuar trabalhando juntas em um processo que está bem sucedido”, acrescentou.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista na qual falou sobre o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência Standard&Poor's (Foto: Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista na qual falou sobre o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência Standard&Poor;’s (Foto: Agência Brasil)

Relação com o Congresso

Na quinta, após o anúncio da decisão da S&P, lamentou que o Congresso não tenha aprovado a reforma da Previdência até agora, informou o Blog do João Borges.

Meirelles também mencionou entre as medidas ainda não aprovadas a reoneração da folha de pagamento de empresas, a taxação dos fundos exclusivos, o adiamento do aumento dos servidores públicos (suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal) e o aumento de 10% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores públicos.

Essas medidas são consideradas necessárias pelo governo para reduzir gastos e equilibrar as contas públicas, que vêm registrando seguido rombos.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não gostou de declarações iniciais do ministro da Fazenda e de assessores de Temer que destacaram pontos da nota da agência indicando que a não aprovação pelo Congresso de medidas fiscais, como a reforma da Previdência, foi uma das causas da redução da nota de risco do Brasil.

“Isso não ajuda. Sabemos que, se não fossem as duas denúncias contra o presidente Temer, teríamos condições de aprovar a reforma da Previdência. E isso não foi culpa do Legislativo”, afirmou Maia.

Na entrevista desta sexta, Meirelles mudou o tom e disse que o rebaixamento da nota do Braisl “não é uma questão de ser uma responsabilidade desse e daquele.” O ministro lembrou que o Congresso aprovou outros projetos importantes do governo, entre eles a nova lei trabalhista e a medida que criou o teto para gastos públicos, e apontou que “extremamente positiva” a perspectiva de aprovação da reforma da Previdência no começo deste ano.

“Retomaremos essas sessões legislativas no próximo mês e temos confiança que esses projetos serão aprovados em sua grande maioria, de maneira de que, de fato, sejam suficientes para equilibrar a situação fiscal do Brasil, de curto e médio prazos. É um processo que continua”, disse.

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