Ministério da Justiça exonera Delegado Protógenes

0
24

O governo federal exonerou o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz que, em 2008, comandou a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, já falecido.

protoegnnes300x225A exoneração de Protógenes foi assinada nesta terça-feira (13) pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e publicada na edição desta quarta (14) do “Diário Oficial da União”. Na portaria, Cardozo justifica a demissão por “infrações disciplinares”.

Em 2014, o agora ex-delegado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por violação de sigilo funcional, em decorrência da Operação Satiagraha. À época, ele era deputado federal pelo PCdoB de São Paulo.

A operação que prendeu Daniel Dantas e Celso Pitta foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por considerar que as provas obtidas se basearam em gravações telefônicas feitas ilegalmente.

Portaria com a demissão de Protógenes Queiroz foi publicada nesta quarta-feira (14)  (Foto: Reprodução/Diário Oficial da União)
Portaria com a demissão de Protógenes Queiroz foi publicada nesta quarta-feira (14) (Foto: Reprodução/Diário Oficial da União)

Violação de sigilo funcional
De acordo com a acusação do Ministério Público Federal acolhida pelo STF, Protógenes teria revelado a jornalistas que, no dia 19 de junho de 2008, ocorreria uma reunião em um restaurante paulista entre dois investigados na Operação Satiagraha, Humberto Braz e Hugo Chicaroni, e um delegado da PF.

No encontro, previamente programado pelos investigadores para produzir um flagrante, os investigados ofereceram propina ao delegado, com a finalidade de se livrarem da operação.

Protógenes teria cometido violação do sigilo funcional, conforme o Ministério Público, por ter informado a dois jornalistas a data em que seria deflagrada a operação policial, dia 8 de julho de 2008.

Com base nessa informação, jornalistas e cinegrafistas se posicionaram com antecedência, na madrugada daquele dia, em locais onde seriam realizadas buscas e prisões, especialmente de pessoas públicas como a do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e a do empresário Naji Nahas.