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Ministério das Cidades é ocupado por movimentos sem-teto

representantes de movimentos sem-teto de várias regiões do país ocuparam, ao meio-dia desta quinta-feira (7), parte do prédio do Ministério das Cidades, na Esplanada. O grupo, que está acampado em Brasília desde o começo da semana, quer ser recebido pelo ministro Alexandre Baldy.

De acordo com representantes dos movimentos, Baldy teria prometido que nesta quinta tomaria café da manhã no acampamento para ouvir as reivindicações dos sem-teto. Como o ministro não compareceu, o grupo disse que “foi ao encontro dele”.

Grupo ocupa Ministério das Cidades, em Brasília

(Foto: Rafael Luz/Ministério das Cidades)

Grupo ocupa Ministério das Cidades, em Brasília

Depois de ocupar o saguão do prédio, os manifestantes concordaram em esperar pelo ministro no auditório. A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança e permanece do lado de fora do edifício.

De acordo com a PM, às 14h havia 50 manifestantes dentro do prédio e mais cem na parte externa.

Policiais Militares em frente ao Ministério das Cidades, em Brasília (Foto: Rafael Luz/Ministério das Cidades)

Policiais Militares em frente ao Ministério das Cidades, em Brasília (Foto: Rafael Luz/Ministério das Cidades)

Marcha das Cidades

Na terça-feira (5), os manifestantes fecharam duas das seis faixas do Eixo Monumental enquanto caminhavam até o Ministério das Cidades. A chamada “Marcha das Cidades” reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar e 3 mil, de acordo com os representantes dos sem-teto.

O grupo cobra do governo federal a retomada dos investimentos na faixa mais baixa de renda do programa Minha Casa Minha Vida; a realização da Conferência Nacional das Cidades neste ano; a revogação da PEC do teto de gastos; e a revogação das mudanças na legislação trabalhista.

A vinda a Brasília foi organizado pelas seguintes entidades: União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Central dos Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM), Movimento de Luta de Bairros e Favelas (MLB), Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM).

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