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Ministro da Saúde: não havia planejamento para enfrentar febre amarela em 2017

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou, em entrevista exclusiva à Jovem Pan, que não havia um planejamento para o enfrentamento da febre amarela no ano passado. De acordo com ele, foi necessário ir atrás de vacinação em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia, lugares em que 15 milhões foram vacinados. Mas, de acordo com o ministro, em 2018 serão 23 milhões de pessoas imunizadas, além de outras ações que estão sendo feitas para resolver o problema. A doença matou 98 pessoas entre julho de 2017 e 6 de fevereiro deste ano.

“Nós qualificamos nossos laboratórios. No ano passado nós fomos recebendo confirmações de mortes por febre amarela em 60 dias e agora estamos recebendo em nove dias. (…) Logo, a comparação final do ano passado com este ano vai ser muito vantajosa, demonstrando que as ações preventivas que foram tomadas foram adequadas”, disse Barros.

De acordo com o ministro da Saúde, foi feito um planejamento do fracionamento da vacina em diversos estados, incluindo São Paulo. Segundo ele, se houver o aparecimento comprovado da circulação do vírus em algum local, com a morte de um macaco infectado com febre amarela, por exemplo, e não estiver no mapa de vacinação, imediatamente será iniciado o processo. Barros recomendou, somente para quem estiver em área de risco, que vá a uma unidade de saúde, e alertou para a importância de não buscar a imunização se não residir ou frequentar um local de risco.

“Primeiro, porque a unidade não estará preparada para essa vacinação; segundo, porque há risco adverso na vacina. Esse ano já foram três mortes comprovadas por reação à vacina. É uma vacina de vírus vivo atenuado, portanto ela tem o seu risco; E não há razão de colocar pessoa no risco da vacina se não há risco da transmissão do vírus da febre amarela”, explicou.

Carnaval

Ricardo Barros falou ainda sobre o planejamento do Ministério da Saúde para o carnaval 2018. Segundo ele, 100 milhões de preservativos extras serão distribuídos em cidades onde as festas são mais procuradas pela população, além de uma campanha com foco no HIV.

“Os estados e municípios participam do programa de distribuição de preservativos cooperando com o Ministério da Saúde. Há também uma campanha de testagem de HIV que é feita, porque nós devemos ter no Brasil 130 mil pessoas que têm o vírus e não sabem. Portanto, estão transmitindo involuntariamente e não estão se tratando. O tratamento é gratuito pelo SUS e muito eficiente. Então, é importante também fazer a testagem pra saber se tem ou não o vírus HIV e iniciar o tratamento”, finalizou o ministro.

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