Perillo cobra mudanças no pacto federativo durante reunião no Senado

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O governador Marconi Perillo participou, na manhã desta quarta-feira, 20, de uma reunião de todos os gestores estaduais do país com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para debater o Pacto Federativo. A reunião pública aconteceu no Salão Negro, no Senado Federal. A situação financeira do país foi apresentada pela ótica de cada estado.Senado-Foto.-Lailson-Damasio-8

“O Congresso Nacional abre as portas para ouvir as demandas dos governadores. Essa reunião se faz sobre tudo para que possamos ouvir os governadores e para conseguirmos encontrar caminhos para voltar a avançar a economia do país. Estamos consciente de que um dos principais empecilhos para avanço bem da demora nos repasses aos estados brasileiros”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros, ao abrir a reunião.

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha afirmou que é preciso estancar a sangria que tem sido feita ao longo dos anos. “O tratamento que a Câmara tem dado nas votações, junto com o tratamento dado pelo Senado, é de não fugir do debate político. Não vamos deixar que esse estado de insolvência que se instaurou continue. Mas temos que ter a cautela com soluções claras à vista”, declarou.

O governador Marconi Perillo afirmou que fez um ajuste fiscal rigoroso em Goiás. Lembrou que os governadores apoiaram as medidas de ajuste do governo federal, mas que o remédio não pode matar o paciente. Marconi defendeu linhas de financiamento para investimentos nos estados e alertou que o Congresso Nacional precisa ter atenção com a pauta da Segurança Pública. E, por fim, afirmou acreditar que a união das forças políticas pode desaguar na construção de um novo pacto federativo que seja positivo para todos os entes e principalmente para a sociedade brasileira. “Nós governadores já fizemos todos os ajustes, todos os cortes que eram necessários. No meu Estado, em Goiás, reduzimos para 10 o número de secretarias, cortamos metade do número de comissionados. Mesmo assim, vamos ter neste ano redução de quase R$ 5 bilhões no orçamento. O cenário é pior que 2013″, disse.