Populistas de direita lançam novo bloco no Parlamento Europeu

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Marco Zanni, da Liga, Marine Le Pen, do RN, e Jörg Meuthen, da AfD, durante o lançamento do novo bloco em Bruxelas Foto: DW / Deutsche Welle

Grupo eurocético inclui alemã AfD e partidos de Le Pen e Salvini, mas foi rejeitado por forças populistas de Reino Unido, Hungria e Polônia. Seus 73 eurodeputados formarão quinta maior bancada do Legislativo da UE.Partidos populistas de direita eurocéticos com assentos no Parlamento Europeu formaram nesta quinta-feira (13/06) um novo bloco parlamentar batizado de Identidade e Democracia (ID). O grupo inclui legendas como a Liga, da Itália, Reunião Nacional (RN), da França, e Alternativa para a Alemanha (AfD).

Com 73 eurodeputados, o novo bloco parlamentar será a quinta força do Parlamento Europeu, apenas atrás dos partidos conservadores centristas, os social-democratas, os liberais e o verdes. Ao todo, o Parlamento conta com 751 cadeiras.

O partido Liga, liderado pelo ministro do Interior e vice-premiê da Itália, Matteo Salvini, será a maior força dentro do ID, com 28 assentos, à frente do RN (22) e do AfD (11). O bloco ainda vai contar com eurodeputados da Áustria, Finlândia e Dinamarca.

“Nós mudamos o tabuleiro do xadrez político da União Europeia”, disse a francesa Marine Le Pen, líder do Reunião Nacional, em coletiva de imprensa após o anúncio da criação do bloco, em Bruxelas. “A situação tem que mudar porque os eleitores estão exigindo isso.”

“Este é um novo projeto, uma maneira muito nova de se aproximar da Europa”, disse o eurodeputado Marco Zanni, da Liga. “A Europa tem de ser construída com base na sua diversidade.”

Já Jörg Meuthen, porta-voz da AfD, disse que o bloco vai se dedicar a combater o “enfraquecimento do Estado-nação” e defendeu que o bloco lute contra as sanções impostas pela União Europeia à Rússia.

Os partidos populistas de direita receberam 23,4% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu no mês passado, ficando um pouco aquém das previsões de alguns analistas e expectativas de políticos de extrema direita. Antes da formação do ID, o principal bloco eurocético do Parlamento era o grupo Europa das Nações e da Liberdade, que tinha 36 eurodeputados.

A bancada do ID poderia ser ainda mais numerosa, mas o partido não conseguiu atrair forças populistas eurocéticas do Reino Unido, da Hungria e da Polônia. O britânico Nigel Farage, do Partido Brexit, que conta com 29 eurodeputados, recusou a aliança.

Já os húngaros do partido Fidesz, liderado pelo premiê Viktor Orbán, preferiram permanecer no bloco do Partido Popular Europeu, de tendência liberal-conservadora.

Os poloneses do Partido Lei e Justica (PiS), por sua vez, que conta com 26 eurodeputados, também rejeitaram aderir ao ID alegando que Le Pen e Salvini possuem posições “pró-Rússia” que são “inaceitáveis”.

JPS/dpa/ap/ots

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