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Preço da energia foi maior responsável por alívio na inflação dos mais pobres em dezembro

Indicador do Ipea aponta 0,33% de variação dos preços dos bens e serviços para famílias de renda mais baixa e 0,45% para as de renda alta

Em dezembro de 2017, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou 0,33% de inflação nas famílias de renda mais baixa, enquanto para a parcela mais rica da população o resultado foi de 0,45%. A desaceleração da inflação em 2017 ocorreu em todas as faixas de renda, mas com mais intensidade nas camadas mais pobres. No último mês do ano, o alívio inflacionário dos mais pobres veio principalmente do preço da energia elétrica, que teve variação negativa de 3,1%.

A alta dos alimentos já era esperada em dezembro e contribuiu com 0,13 pontos percentuais (p.p.) para a inflação das famílias de renda muito baixa e 0,09 p.p. para as de renda alta, refletindo o peso relativo maior desse grupo nos gastos totais dos mais pobres. No entanto, no último mês de 2017, os transportes foram o grupo que apresentou a maior contribuição tanto para a inflação das famílias de renda muito baixa (0,20 p.p.), quanto para as de renda alta (0,26 p.p.). Nas classes mais abastadas, a alta de preços de passagens aéreas (22,3%) e gasolina (2,3%) teve impacto significativo nesse resultado.

Em geral, a inflação mais baixa em 2017 para as famílias mais carentes ocorreu especialmente devido à variação negativa dos preços de alimentos como arroz (-10,9%), feijão (-46,1%), frango (-8,7%) e leite (-8,4%). Itens que também pesaram menos no bolso dos mais pobres foram alguns serviços. Entre 2016 e 2017, a inflação dos aluguéis recuou de 5,3% para 1,5%. No mesmo período, houve queda nos preços das tarifas de transporte, como ônibus urbano (de 9,3% para 4%), trem (de 8,5% para 2,5%) e metrô (de 9,1% para 1,3%).

Depois de uma alta de 7,01% em 2016, a inflação das famílias de renda muito baixa teve variação de 2,16% em 2017. Por sua vez, as famílias de renda alta tiveram uma queda um pouco menos expressiva (de 2,5 pontos percentuais), passando de 6,2% para 3,7% entre 2016 e 2017.

Para mais informações, acesse o blog da Carta de Conjuntura

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