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Premiê britânica vai ao parlamento defender acordo para o Brexit

A premiê Theresa May defende nesta quinta-feira (15) no Parlamento britânico o acordo preliminar com a União Europeia sobre o Brexit. O pronunciamento acontece pouco depois de três integrantes do seu gabinete pedirem demissão, entre eles, o secretário do Brexit, Dominic Raab.

Theresa May defende acordo preliminar do Brexit no Parlamento britânico nesta quinta-feira (15) — Foto: AFP / PRU

May disse respeitar a decisão dos ministros que renunciaram, mas destacou que o processo de separação exige escolhas difíceis.

“A escolha é clara: nós podemos escolher deixar sem nenhum acordo, arriscar não ter nenhum Brexit ou escolher nos unir e apoiar o melhor acordo que poderia ser negociado”, declarou a premiê. “Votar contra o acordo nos levaria de volta à estaca zero”, afirmou a premiê.

May disse estar determinada a concluir o Brexit até 29 de março. Segundo ela, esse acordo preliminar, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento britânico, é o rascunho de tratado para que o Reino Unido deixe a UE de maneira suave e ordenada no prazo previsto.

Na avaliação de May, o acordo preliminar estabelece as bases para uma futura relação que atenda aos interesses britânicos. “Assume o controle de nossas fronteiras, leis e dinheiro. Protege empregos, segurança e integridade do Reino Unido”, afirmou.

Acordo preliminar

Um rascunho para o texto do acordo foi fechado na terça-feira (13), em Bruxelas, por negociadores do Reino Unido e da União Europeia.

O projeto, que tem 585 páginas (leia aqui, em inglês), ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento britânico por pelo menos 320 dos 650 parlamentares. O Conselho Europeu realizará uma reunião extraordinária para validar o texto em 25 de novembro.

Na quarta-feira (14), May disse que o acordo preliminar foi aprovado pelo seu gabinete após um “debate longo e apaixonado” durante uma reunião ministerial que durou cinco horas. Porém, a premiê falou em uma “decisão coletiva”, indicando que não houve unanimidade. Ela disse ainda que haveria “dias difíceis” pela frente, sem especificar a quem estava se referindo.

O afastamento da União Europeia foi aprovado em plebiscito em junho de 2016 e marcado para 29 de março de 2019. May costurou um acordo para conduzir esse afastamento que prevê conservar uma estreita relação comercial entre Reino Unido e UE após o Brexit. Mas a iniciativa encontrava críticas entre os europeus, além de enfrentar oposição dentro do próprio governo.

As negociações se arrastaram por meses. Os europeus exigiam uma revisão do plano de May e a imprensa britânica chegou a afirmar em setembro que ela foi “humilhada” em uma reunião informal em Salzburgo, na Áustria.

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