Quase 23% dos domicílios do estado de Goiás estão na capital Goiânia

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Goiás apresenta o segundo maior percentual de domicílios alugados no Brasil 
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua estimou a existência de 550 mil domicílios na capital Goiânia no ano de 2018, o que representa 22,9% de todos domicílios do estado de Goiás (2,4 milhões) e 60% do total de domicílios da Região Metropolitana de Goiânia (918 mil). Goiânia teve um crescimento de 10,2% nos domicílios entre 2016 e 2018, são 51 mil novos domicílios. Em Goiás, para o mesmo período, o crescimento foi de 5,4%, 124 mil novos domicílios. Entretanto o maior crescimento foi verificado na região metropolitana de Goiânia, que possuía 820 mil domicílios no ano de 2016 e alcançou 918 mil em 2018, crescimento de 12,0%.

Em 2018, do total de domicílios em Goiás, 92,3% eram casas (2,2 milhões) e 7,3%, apartamentos (176 mil). Após crescimento de 0,7% em 2017, os apartamentos tiveram retração de 0,8% (13 mil); as casas mantiveram a trajetória de expansão com o aumento de 59 mil casas (0,6%). O mesmo foi observado na capital do estado, onde, em 2018, 80,4% dos domicílios eram casas (442 mil) e 18,5% apartamentos (102 mil). Os apartamentos da capital cresceram 23,5% em 2017(147 mil) e retraíram 30,6% em 2018, enquanto as casas após recuo de 3,4% em 2017 (365 mil), cresceram 21,1% em 2018 (442 mil).

Goiás apresenta o segundo maior percentual de domicílios alugados no Brasil

Em 2018 no estado de Goiás, os domicílios próprios de algum morador que já haviam sido pagos representavam 55,9% (1,3 milhão), enquanto 10,5% (253 mil) eram próprios de algum morador, mas ainda estavam sendo pagos. Os domicílios alugados respondiam por 22,7% do total (546 mil); os cedidos representavam 10,7% (256 mil); e aqueles em outra condição, como, por exemplo, nos casos de invasão, totalizavam 0,2% (4 mil). Em relação a 2017, houve expansão de 1,3% (45 mil) de domicílios alugados em relação ao total de domicílios. Os próprios de algum morador, já pagos, registraram queda em 2017 (3,8% de retração), e continuaram na mesma situação em 2018, quando tiveram queda de 2,4%. Goiás tem o segundo maior percentual de domicílios alugados no Brasil, com 22,7%, atrás apenas do Distrito Federal que teve 29,8%.

Goiás tem 137 mil domicílios com paredes de alvenaria ou taipa sem revestimento

A PNAD Contínua investigou as seguintes características do domicílio: material usado nas paredes externas, material predominante na cobertura e material predominante no piso. Em 93,9% dos domicílios goianos (2,25 milhões) no ano de 2018, as paredes externas eram de alvenaria/taipa com revestimento. Os domicílios com paredes externas de alvenaria/taipa sem revestimento representavam 5,7% (137 mil); com paredes externas de madeira apropriada para construção (aparelhada), 0,04% (1.432 domicílios); e aqueles com outro material, 0,3% (8 mil). Em relação ao ano de 2017, houve crescimento de 0,5% de domicílios (15,6 mil) com paredes externas de alvenaria/ taipa sem revestimento.

Mais de 420 mil domicílios ainda têm piso de cimento

Goiás A maioria dos domicílios, 81,8% (1,9 milhão), apresentava piso de cerâmica, lajota ou pedra em Goiás no ano de 2018. Em 17,7% (424 mil), predominava o piso de cimento, enquanto a madeira apropriada para construção era o material preponderante em 0,2% (5,4 mil). Outro material, incluindo madeira aproveitada de embalagens, tapumes ou andaimes, carpete etc., foi utilizado em 0,4% (9 mil) dos domicílios. Piso de cerâmica, lajota ou pedra predominou nos domicílios na Região Metropolitana de Goiânia (92,0%) e da capital (93,9%), com um percentual mais alto que no estado.

Mais de 70% dos domicílios goianos possuem cobertura com telha sem laje de concreto

Em 2018, mais de dois terços dos domicílios goianos, 70,2% (1,7 milhão), possuíam telha sem laje de concreto como material predominante na cobertura; 25,9% (623 mil) possuíam telha com laje de concreto; 3,0% (71 mil) possuíam somente laje de concreto; e 0,9% (21 mil) utilizavam outro tipo de material. Já em Goiânia a cobertura telha sem laje de concreto não representava nem metade dos domicílios (44,2%), quando telha com laje de concreto estava presente em 48,4% dos domicílios. Frente a 2017, houve crescimento de 1,5 % (49 mil) de unidades que possuíam telha com laje de concreto no estado.

Serviços de saneamento básico e energia elétrica A pesquisa levantou também informações sobre os serviços de saneamento básico que são de extrema importância para a melhoria das condições de vida e saúde da população, tais como: abastecimento de água, presença de banheiro e esgotamento sanitário, destino do lixo e energia elétrica. Mais de 150 mil domicílios goianos são abastecidos de água através de poço profundo ou artesiano Dos 2,4 milhões de domicílios estimados pela PNAD Contínua em 2018 no estado de Goiás, 99,7% (2,39 milhões) possuíam água canalizada. Em 87,7% deles (2,1 milhões), a principal fonte de abastecimento de água era a rede geral de distribuição, e, deste contingente, 95,8% dispunham da rede geral diariamente; 2,1%, com frequência de 4 a 6 vezes na semana; e 1,9%, de 1 a 3 vezes na semana. Comparando com 2017, houve um aumento de 120 mil domicílios (1,7%) com distribuição de água da rede geral diariamente e redução de domicílios com disponibilidade de 4 a 6 vezes na semana (0,8%) ou de 1 a 3 vezes na semana (0,6%). O percentual que dispunham da rede geral diariamente apresenta leve aumento para a Região Metropolitana de Goiânia, 91,6% em 2017 para 96,7% dos domicílios em 2018 e também para Goiânia, 95,6% em 2017 para 97,5% em 2018. Em 6,6% dos domicílios goianos (159 mil), a principal fonte de abastecimento era poço profundo ou artesiano; em 3,8%, poço raso, freático ou cacimba; e em 1,8% fonte ou nascente eram a principal proveniência.

Quase todos domicílios goianos possuem banheiro de uso exclusivo Estimou-se que 99,9% dos domicílios goianos (2,4 milhões) possuíam banheiro de uso exclusivo e que, em 1,3 milhão deles, o escoamento do esgoto era feito pela rede geral ou fossa ligada à rede, representando 55,0% do total de domicílios, crescimento de 2 pontos percentuais em relação ao ano de 2017. Isso significa que em 2018 54,0% dos moradores em domicílios teve acesso ao escoamento do esgoto pela rede geral ou fossa ligada à rede em Goiás. Cresce o número de domicílios cujo lixo é coletado diariamente em Goiás No estado de Goiás, em 2018, o percentual de domicílios cujo lixo era coletado diretamente por serviço de limpeza foi de 87,5% (2,1 milhões), crescimento de 3,1 p.p. quando comparado a 2017 (84,4% – 1,9 milhão). Em 6,2% dos casos (149 mil), o lixo era coletado em caçamba de serviço de limpeza e, em 4,9% (117 mil), queimado na propriedade. Quase todos domicílios goianos possuem energia elétrica Em 2018, estimou-se que 99,9% dos domicílios possuíam energia elétrica, seja fornecida pela rede geral, seja por fonte alternativa. Em 99,8% do total de domicílios (2,39 milhões) havia energia elétrica proveniente da rede geral e a disponibilidade era em tempo integral em 98,8% dos casos (2,37 milhões). Região Metropolitana de Goiânia tem o 2º maior percentual de domicílios com motocicletas do país A PNAD Contínua também investigou a existência de alguns bens (geladeira, máquina de lavar roupa, automóvel e motocicleta). A geladeira foi encontrada na quase totalidade dos domicílios goianos, com presença de 99,2%. A posse de máquina de lavar roupa apresentou maiores diferenças entre estado de Goiás, em que estava presente em 71,4% dos domicílios, Região Metropolitana de Goiânia (78,4%) e Goiânia (82,7%). Em relação a 2017, houve um aumento de 1,89% no percentual de domicílios que tinham esse eletrodoméstico em Goiás. No estado de Goiás, 58,5% dos domicílios possuíam carro, 29,2% tinham motocicleta, e 16,9% possuíam ambos. Em comparação com o estado, Goiânia apresentou um maior percentual de posse de carro (65,9%) e, em contrapartida, um menor percentual de posse de motocicleta (21,0%). De 2017 para 2018 houve leve aumento no percentual de domicílios que possuíam automóvel no estado de Goiás (0,7%), já para Goiânia e Região Metropolitana esse percentual sofreu uma retração de 2,7% e 0,5%, respectivamente. O movimento de redução é observado também para posse de motocicleta. Goiás com 0,5% a menos de domicílios com motocicleta, Goiânia com 2,0% e a Região Metropolitana com 1,8%. A Região Metropolitana de Goiânia teve o segundo maior percentual de domicílios com motocicleta no Brasil, com 25,9%, ficando atrás apenas da Grande Teresina que em 2018 apresentou 37,4% de domicílios com motocicleta. Já quando falamos em moradores em domicílios, vimos que 29,7% deles (763 mil) tinham motocicleta em seus domicílios na Região Metropolitana de Goiânia.

Considerando os domicílios que possuíam automóvel e motocicleta, a Região Metropolitana de Goiânia apresentou o maior percentual (15,7%) em comparação com as grandes regiões do Brasil. Isso significa que 19,2% dos moradores em domicílios (492 mil) tinham automóvel e motocicleta em seus domicílios.

Proporção entre homens e mulheres cai em 2018 e de idosos aumenta em Goiás

Em 2018, a população residente de Goiás foi estimada em 6.923 mil, o que representava 3,3% do total no país (207.853 mil). Dessas pessoas, 49,1% eram homens (3.401 mil) e 50,9% eram mulheres (3.522 mil), proporção que diminui em relação a 2017, quando 48,8% (3.330 mil) eram homens e 51,2% (3.494 mil) eram mulheres. A proporção de idosos na população apresentou aumento, saindo de 10,2% em 2012 para 13,3% em 2018. Em números absolutos, houve um aumento de 645 mil para 920 mil na população de 60 anos ou mais. Já a população de 0 a 13 anos sofreu uma queda proporcional de 21,7% em 2012 para 19,4% em 2018 (1372 mil para 1342 mil, respectivamente).

População autodeclarada preta quase dobra em 7 anos no estado de Goiás

A população branca, em 2018, representava 35,8% (2.482 mil) da população em Goiás. Ao passo que a população preta era de 9,2% (638 mil) e pardos correspondiam a 54% (3.738 mil). Em 2012, as pessoas declaradas brancas totalizavam 38,1% (2.404 mil), enquanto 56,5% eram pardas (3.570 mil) e 5,2% eram pretas (328 mil), em Goiás. No Brasil, em 2018 a população era 43,1% branca, 9,3% preta e 46,5% parda, e em 2012 era 46,6% branca, 7,4% preta e 45,3% parda.

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