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Renan defende adiar votação do aumento de impostos

Dilma Rousseff chamará o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para uma conversa. Ela quer tentar convencê-lo a colocar em votação entre esta e a próxima semana o projeto que aumenta impostos de empresas. Após encontro com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Renan declarou estar preocupado com o aumento do desemprego e que seria mais “prudente” deixar a votação para o segundo semestre.Renan-Calheiros-Foto-Fabio-Pozzebom-ABRr

O governo tem pedido pressa na votação porque haverá ainda um prazo de 90 dias após a sanção para que as novas regras entrem em vigor.

“Vamos decidir o que fazer com a reoneração da folha de pessoal. Nós estamos muito preocupados. O desemprego tem aumentado, o custo de produção também, a indústria tem perdido competitividade. Talvez seja mais prudente deixar a votação desse projeto para o próximo semestre (Legislativo, que começa em agosto)”, afirmou Renan, ao chegar no Senado.

Dilma insistirá com o presidente do Senado porque quer que o pacote de ajuste fiscal seja concluído ainda neste semestre. A reunião entre os dois está sendo organizada pelo vice-presidente Michel Temer e pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

A relação entre a presidente da República e o presidente do Senado não vive seu melhor momento. De principal fiador da primeira gestão de Dilma, Renan passou neste ano a ver com restrições seu governo, impondo derrotas ao Executivo na votação de projetos.O peemedebista também tem sido um forte crítico à inércia do governo e ao não cumprimento das promessas feitas por Dilma durante a campanha eleitoral.

CELERIDADE

O ministro da Fazenda demonstrou preocupação com a possibilidade de o projeto que aumenta a tributação sobre a folha de pagamento das empresas ser votado apenas em agosto no Senado. Conforme Levy, a proposta precisa ser apreciada o quanto antes para evitar assuntos de ajuste fiscal em 2016: “celeridade é importante. A principal questão de não atrasar a votação é que não queremos que assuntos de ajuste contamine 2016. Fazer o dever de casa agora para 2016 ser ano de colheita, de resultados, não de permanência de ajustes”, afirmou Levy.

O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse que os senadores da base farão um esforço para definir um acordo e votar o projeto ainda nesta semana.

“Uma das sugestões é votar o texto do jeito que está e depois a gente cria uma comissão no Senado para discutir os demais setores ou o governo apresenta uma outra medida provisória olhando essa reoneração dos setores todos, principalmente da indústria, para fazer uma coisa talvez mais justa e mais bem distribuída.”

O governo é contra qualquer mudança no texto e argumenta que perde R$ 1 bilhão em receita a cada mês de atraso na aprovação da medida.

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