Após manifesto contra eleição antecipada, vereadores protagonizam debate acalorado

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As movimentações da Câmara Municipal de Goiânia com a recente assinatura de 22 parlamentares em manifesto contrário à antecipação da Mesa Diretora foi o pontapé inicial para uma ampla discussão no Legislativo na manhã desta terça-feira, 4. Conforme mostrado em primeira mão pela reportagem do Jornal Opção, o documento, encabeçado pelos vereadores Leandro Sena (Republicanos), Léo José (PTB), Lucas Kitão (PSL) e Sabrina Garcêz (PSD), foi assinado por diversos vereadores da Casa na tarde da última segunda-feira, 3.

Ao usar a tribuna nesta manhã, o vereador Santana Gomes (PRTB) disse que a Casa tem se agachado “cada dia mais”. Em suposta menção ao documento assinado pelos vereadores ontem, Santana disse, inclusive, alguns auxiliares do prefeito tem entram na Casa “humilhando vereadores e ligando de madrugada para pegar assinatura contra o próprio Poder”. E completou: “E o que fazemos é ficar aqui batendo palmas”, argumentou.

Santana Gomes | Foto: Câmara de Vereadores de Goiânia

Em seguida, a discussão tomou proporções ainda maiores, especialmente quando o parlamentar afirmou que “a turma de Brasília” não vai roubar Goiânia. “Sobre essa quadrilha organizada está tentando roubar nossa cidade, vou trazer aqui 486 páginas sobre a delação, sobre o líder dessa quadrilha. O prefeito é um homem bem intencionado, mas essa turma que está ai não é a turma do prefeito, pode até ser do partido, mas não do prefeito. O Rogério é só mais uma vítima desse processo”, pontuou.

Por sua vez, a vereadora Sabrina Garcez (PSD) pediu a palavra, logo em seguida, para rebater o discurso de Santana. “Não poderia deixar de subir a essa tribuna diante do que o vereador que me antecedeu colocou. Percebo que alguns vereadores vivem uma série de aventuras que são desmentidas pela realidade que temos na cidade de Goiânia”, destacou.

E continuou: “Sempre fui uma vereadora combativa, mas hoje o que vejo é uma prefeitura que busca diálogo com a Câmara. O que vejo é um Paço preocupado com a cidade. Me assusta a gente ouvir dentro dessa Casa palavras como: ‘cassação’, ‘questões legais da posse’ e outras. A população está passando fome, as pessoas estão morrendo, temos 120 mil alunos sem poder ir para escola, em contrapartida o que vemos aqui são alguams pessoas fazendo ameaças veladas”.

Vereadora Sabrina Garcêz (PTB) | Foto: Divulgação

Por fim, Sabrina associou o pronunciamento de Santana Gomes à velha política do ‘toma lá da cá’. “Vem bater aqui [na tribuna] para mais tarde estar lá no Paço tentando negociar algum espaço. A gente sabe que isso acontece. Essa é a velha política. A de chantagear. Há muito tempo acompanhamos velhas práticas se repertindo, inclusive, através de novos políticos”, lamentou, por fim, a vereadora.

O discurso da vereadora foi endossado pelos vereadores Leo José (PTB), Marlon (Cidadania), Lucas Kitão (PSL) e outros. Por sua vez, o líder do prefeito na Casa, vereador Sandes Jr (PP), se limitou a dizer que Santana não citou, em seu pronunciamento, o nome do prefeito e que por esse motivo não pediu a palavra para fazer sua defesa.

Fonte: Jornal Opção
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