Brasil: 1.058 mortes nas últimas 24 horas e se aproxima dos 100 mil óbitos pelo Covid-19

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Marca de 100 mil vidas perdidas no país, em decorrência da doença, deverá ser ultrapassada durante este sábado (8); ao todo, Brasil possui 99.705 mortes e 2.967.457

O Brasil irá atingir a trágica marca de 100 mil mortos pela Covid-19 no decorrer de
sábado (8). Nesta sexta, foram registrados 1.058 mortes pela doença e 49.895 casos. Dessa forma, os óbitos chegaram a 99.705

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S.
Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia
do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias
de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.
De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.019, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.
O Brasil tem uma taxa de cerca de 47,6 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 49,3 e 70,1 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.
O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 40 mortes para cada 100 mil habitantes.

O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira (7) que o Brasil registrou nas últimas 24 horas 50.230 casos de contaminação pelo novo coronavírus e 1.079 mortes em decorrência da Covid-19.
Desde o início da pandemia, o total de óbitos chega a 99.572 e o de casos 2.962.442.
A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes
do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou
boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes.
Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

 

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