Casa de prefeito de Cavalcante é atacada por tiros

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O muro da residência do prefeito de Cavalcante, João Pereira da Silva Neto (PTC), foi alvejado por quatro tiros, na madrugada de ontem, na Rua 1, no centro do município, localizado na região noroeste do Estado.casaprefeito-800x600

João Neto contou que estava dormindo no momento da ação. “Eu estava dormindo e acordei com o barulho, mas, como é hábito da população soltar bombinhas, não me preocupei.”

O prefeito conta que, pela manhã, ontem, quando estava tomando café da manhã, recebeu ligação de um amigo contando como estava o muro da casa. “Saí e conversando com os vizinhos, eles contaram que também ouviram os disparos por volta das duas da madrugada e logo em seguida o veículo arrancou e foi embora”, explicou.

Ainda de acordo com o prefeito, não foi possível identificar os autores e o veículo utilizado, mas admite que pode ser motivação política. “Eu temo pela minha vida e pela minha família”.

No momento do atentado, estavam na residência o prefeito, seu filho e a mulher, grávida de quatro meses, uma criança de um ano e dois meses e uma babá. Ninguém ficou ferido.

João Pereira diz que vai procurar a secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, amanhã, para pedir apoio. Ele registrou boletim de ocorrência e a Polícia Civil vai investigar o caso.

Afastamento

O Tribunal de Justiça de Goiás determinou, em 9 de janeiro, o retorno de João Pereira da Silva Neto (PTC) ao cargo de prefeito do município de Cavalcante. Ele foi afastado pelos vereadores no dia 12 de dezembro de 2014, mas a justiça suspendeu os efeitos do decreto legislativo. A decisão liminar foi do desembargador Carlos Alberto França.

O desembargador reconheceu que existem dúvidas em relação ao procedimento administrativo que resultou no afastamento. “É questão que merece uma maior reflexão e é passível de causar lesão grave e de difícil reparação ao agravante e à própria municipalidade”.

Os vereadores alegaram que o prefeito ausentou-se do município durante período superior a 15 dias.

 

Corrupção

O advogado do prefeito João Pereira Neto, Reginaldo Martins, disse, à época, que o processo de cassação foi uma retaliação dos cinco vereadores denunciados, em setembro de 2013, por corrupção. Eles foram filmados durante suposta tentativa de extorsão no momento em que recebiam uma mala de dinheiro contendo R$ 250 mil. Os vereadores ainda respondem processo pela tentativa de extorsão, mas reassumiram seus cargos.

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