Com alta de alimentos, prévia da inflação sobe 0,45% em setembro

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), uma prévia do índice oficial de inflação, registrou alta de 0,45% em setembro, após ter avançado 0,23% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 23.

O resultado ficou acima da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de 0,39% de alta, obtida a partir do intervalo de 0,25% a 0,51%.

IPCA-15 acumulou aumento de 1,35% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 2,65%. As projeções iam de avanço de 2,45% a 2,71%, com mediana de 2,60%.

O resultado representa a maior variação positiva do indicador para meses de setembro desde 2012, quando o índice avançou 0,48%.

A leitura de setembro foi também a segunda mais alta de 2020, atrás apenas de janeiro, quando o IPCA-15 subiu 0,71%. A aceleração deste mês (ante alta de 0,23% em agosto) fez o IPCA-15 fechar o terceiro trimestre com avanço de 0,98%, acima do 0,26% registrado no terceiro trimestre de 2019. Em setembro de 2019, o IPCA-15 registrou alta de 0,09%.

Como já era esperado, os preços dos alimentos continuaram subindo em setembro e puxaram a aceleração do IPCA-15. O grupo alimentação e bebidas avançou 1,48%, contribuindo com 0,30 ponto porcentual do total, o maior impacto de alta entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE.

Os preços dos alimentos comprados para consumo no domicílio avançaram, em média, 1,96% em setembro, ante 0,61% no IPCA-15 de agosto. A alimentação fora registrou alta de 0,36%, acelerando ante a queda de 0,30% que fora registrada no IPCA-15 de agosto.

Na cesta de alimentos consumidos em casa, o grande vilão da inflação foram as carnes, 3,42% mais caras em setembro. Isoladamente, esse conjunto de preços contribuiu positivamente com 0,09 ponto porcentual. de alta no IPCA-15 de setembro.

Itens já que já vinham ficando mais caros nos últimos meses seguiram em alta, como o de soja (20,33%), o arroz (9,96%) e o leite longa vida (5,59%). Esses produtos acumulam no ano altas de, respectivamente, 34,94%, 28,05% e 27,33%. Mesmo assim, a maior alta no IPCA-15 de setembro ficou com o tomate (22,53%), cujos preços haviam caído 4,20% em agosto.

O IBGE ressaltou, em nota, que alguns alimentos ficaram mais baratos no IPCA-15 de setembro. Foram os casos da cebola (-19,09%), do alho (-11,90%) e da batata-inglesa (-8,20%).

Na alimentação fora do domicílio, a alta de 0,36% foi composta pelos preços da refeição, 0,09% mais caras no IPCA-15 de setembro, e do lanche, com alta de 0,89%. Em agosto, esses preços estavam mais comportados – a refeição tinha ficado 0,52% mais barata, enquanto os preços dos lanches tinham avançado apenas 0,06%.

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