Crivella vê indício de ‘sabotagem’; polícia diz que tese é prematura

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O prefeito Marcelo Crivella pediu que seja investigado se houve sabotagem no incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, Zona Norte do Rio. Onze pacientes morreram, e 90 foram transferidos para outras unidades. Ele decretou luto de três dias em memória das vítimas.

“Confesso a vocês que, na hora que eu vi todas as instalações, eu posso estar errado, eu quero estar errado, peço a Deus que esteja errado, mas é uma coisa que tem que ser investigada, se houve alguma sabotagem“, afirmou.

Pouco depois, o delegado Roberto Ramos, da 18ª DP (Praça da Bandeira), que apura as causas do incêndio, disse considerar “completamente prematuro” a tese de sabotagem.

“É completamente prematuro. Nós somos técnicos, fazemos avaliação técnica e, para isso, a perícia da Polícia Civil está aqui”, disse o delegado.

Ramos diz que uma das hipóteses para o fogo é a de um curto-circuito em um gerador do subsolo, mas diz que outro local também pode ter sido o foco do incêndio.

Delegado responsável pela investigação concede coletiva

Delegado responsável pela investigação concede coletiva

“Sabemos que o fogo chegou ao gerador, mas estamos vendo o foco primário para saber se o foco primário foi no gerador ou não (…) “Os peritos ainda estão fazendo essa investigação. O local e de difícil acesso, há muita fuligem, o local está quente e com muita fumaça. Por isso estamos aguardando para ter um acesso melhor a essa localidade. Também estamos conversando com os engenheiros para saber o layout de toda a estrutura do hospital para saber os possíveis focos de incêndio.”

A direção do hospital abriu os canais [email protected] e 971013961 (com acesso ao WhatsApp) para atender parentes.

Carro dos bombeiros e roupas de cama ainda estavam na calçada do Hospital Badim — Foto: Cristina Boeckel/G1

Carro dos bombeiros e roupas de cama ainda estavam na calçada do Hospital Badim — Foto: Cristina Boeckel/G1

Segundo Crivella, o incêndio começou em um gerador no subsolo do prédio antigo, “o que causou estranheza”.

“Um motor pegar fogo, um motor que gera energia, um gerador, pegar fogo? Normalmente o fogo vem onde? Geralmente da imprudência das pessoas, que acendem um material que depois se alastra e não conseguem controlar, ou vem do circuito elétrico. Um curto-circuito”, explicou.

“Aqui foi em um gerador. Como é que esse gerador explodiu? Uma peça de aço! É uma coisa que nos causa estranheza”, declarou.

‘Existia brigada’

Crivella ponderou que o hospital estava preparado. “Existia brigada. Isso é importante notar. Existiam profissionais permanentemente no hospital, uma brigada contra incêndio”, afirmou.

O prefeito comentou ainda sobre o cenário que encontrou dentro do prédio. “Tudo coberto de preto, una fuligem no chão, um pozinho fino que a gente imagina que seja da borracha, do forro que pegou fogo. O prédio esta completamente negro”, descreveu.

O Hospital Badim é uma unidade de saúde particular que faz parte da Rede D’Or São Luiz. O prédio que pegou fogo foi construído há 19 anos no Maracanã. Outro prédio, anexo a ele, foi inaugurado em 2018.

Ao todo, o complexo hospitalar tem 15,7 mil m² de área construída, 128 leitos de internação, 32 leitos de tratamento intensivo e cinco salas de centro cirúrgico, de acordo com o site institucional.

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