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Daniel Vorcaro e quatro executivos do Banco Master devem ser soltos neste sábado (29)

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve ser solto ainda, neste sábado, do Centro de Detenção Provisório de Guarulhos, na Grande São Paulo. Outros quatro diretores do banco também foram beneficiados por um habeas corpus concedido ontem pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região.

Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. — Foto: Guilherme Marconi/ CBN
Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. — Foto: Guilherme Marconi/ CBN

Por decisão, Vorcaro já vai sair do presídio com a tornozeleira eletrônica. Além disso, deverá entregar o passaporte e está proibido não só de manter contato com outros alvos da investigação, mas também de se ausentar da cidade de São Paulo.

O banqueiro foi preso há 12 dias diante da revelação de fraudes que somam mais de R$ 17 bilhões. Segundo a colunista Malu Gaspar, advogados do executivo Marcelo Vorcaro apresentaram à Justiça um documento do Banco Central para evitar que ele permanecesse preso.

O registro mostra que, um dia antes da operação da PF que o levou à cadeia, Vorcaro participou de uma reunião oficial com diretores do BC e avisou previamente que viajaria a Dubai para encontrar investidores. O ofício, assinado por um chefe do departamento de supervisão do Banco Central, foi usado pela defesa para rebater a suspeita de que ele estivesse tentando fugir do país.

O banqueiro e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

O BRB informou que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos. O banco também que vai apurar possíveis falhas de governança ou dos controles internos.

Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro negaram que o banqueiro tentou fugir do país e sustentou que ele sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos. O banqueiro contratou quatro escritórios e montou um time jurídico formado por oito advogados, que acionaram não só o TRF-1, mas também o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o STF

CBN

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