Em livro, Obama relata reza ao pé do Cristo e rumores de propina bilionária no governo Lula

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Foi por meio de um telefone celular de um assessor, em Brasília, que o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama lançou, em 2011, a primeira ofensiva militar de seu governo, contra o regime do coronel Muamar Khadafi, na Líbia. “Você está autorizado”, disse Obama ao então chefe do Estado-Maior, o almirante Mike Mullen, pelo telefone, em uma sala no Palácio do Planalto — ato que detonaria seis meses de ataques dos EUA que levariam à queda e à morte de Khadafi.

A cena é ilustrativa de como o Brasil surge em “Uma Terra Prometida”, primeiro volume de suas memórias presidenciais, lançado mundialmente nesta terça, dia 17. Nas 764 páginas da publicação, o país aparece ora como um cenário, ora como um ator coadjuvante nas negociações internacionais pelas quais Obama conduz o leitor, em uma obra na qual também revela intimidades de sua vida em família.

Obama descreve Lula como “cativante” e ambíguo em seus escrúpulos políticos, relata como via a articulação internacional do Brasil com países como a China — e como essa cooperação ameaçou os planos americanos em temas como as mudanças climáticas — e conta da satisfação de pai de ter levado as filhas a uma visita ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro, enquanto parece questionar sua própria importância, como o primeiro presidente negro dos EUA, para algumas centenas de brasileiros negros e pobres que o viram acenar brevemente em uma visita à favela de Cidade de Deus.

O livro é lançado a pouco mais de dois meses da posse do democrata Joe Biden como o novo presidente americano, em sucessão ao republicano Donald Trump. Biden foi vice de Obama durante seus dois mandatos, e foi destacado pelo então presidente como seu principal emissário na América Latina. Fiel aliado a Trump, o governo brasileiro de Jair Bolsonaro ainda não parabenizou Biden pela vitória nas eleições há duas semanas.

Ataque à Líbia ordenado de sala do Planalto

E apesar da propalada proximidade entre Trump e Bolsonaro, Obama foi o último presidente americano a visitar o Brasil, entre 19 e 20 de março de 2011, no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. O país foi a primeira parada de uma viagem de quatro dias por três países latinos, que tinha o objetivo de “melhorar a imagem dos Estados Unidos na América Latina”. Aproveitando uma curta janela de férias escolares de suas duas filhas, Sasha e Malia, o presidente americano veio ao país acompanhado por ambas, pela mulher (a primeira-dama Michelle) e pela sogra (Marian Robinson).

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