Embaixadores são cobrados a doar verba ao Brasil somente se país cumprir metas ambientais

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Cúpula dos Líderes sobre o Clima reunirá 40 chefes de Estado e de governo nos próximos dias 22 e 23. Em carta a Biden, Bolsonaro pediu a ‘ajuda possível’ da comunidade internacional.

Às vésperas da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, embaixadores de países da Europa e dos Estados Unidos foram cobrados por parlamentares e representantes da sociedade civil a doar verba ao Brasil para programas ambientais somente se o país cumprir metas.

A cúpula está marcada para os próximos dias 22 e 23. O anfitrião será o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente Jair Bolsonaro foi convidado.

Na semana passada, se tornou público o conteúdo de uma carta enviada por Bolsonaro a Biden, na qual o presidente brasileiro pediu a “ajuda possível” da comunidade internacional. Nesta segunda (20), o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil “não tem que ser mendigo” na busca por recursos.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu um encontro ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, para discutir os temas que serão debatidos na cúpula. Chapman convidou também os embaixadores de Alemanha, Noruega, Reino Unido e Comunidade Europeia.

Além de Randolfe Rodrigues, participaram o senador Jaques Wagner (PT-BA), o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), o cantor Caetano Veloso, a produtora Paula Lavigne e representantes de organizações da sociedade civil.

Segundo Randolfe, na reunião, os embaixadores concordaram que é preciso fixar metas claras para projetos que venham a ser bancados por verbas doadas pelos governos dos Estados Unidos e da Europa.

O senador disse ainda que o cantor Caetano Veloso fez críticas diretas ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmando que os dois têm uma postura “negacionista” em relação a temas da mudança climática.

“Na reunião, dissemos aos embaixadores que somos a favor de verbas internacionais para proteção da Amazônia, mas que é preciso fixar metas claras para execução dos programas e que a aplicação dos recursos seja acompanhada por organizações da sociedade civil”, disse Randolfe Rodrigues.

Ele disse ainda que, na reunião, foi comentado que o governo Bolsonaro praticamente eliminou conselhos com a participação da sociedade civil e não chama governadores do Consórcio dos Estados da Amazônia para definir políticas ambientais para a região.

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