Fórum Empresarial e trabalhadores se mobilizam pela redução dos juros

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Setor produtivo e trabalhadores se reúnem com classe política dia 15 de julho, na Casa da Indústria, para discutir o assunto

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O Brasil vive na atualidade uma das mais graves recessões de sua história, com efeitos danosos para todos os brasileiros, independentemente da classe econômica ou social a que pertencem. São 12 milhões de trabalhadores desempregados, 130 mil empresas fechadas, queda de 9,5% na produção industrial dos últimos doze meses e municípios e Estados brasileiros falidos.

Enquanto isso, os juros médios cobrados pelos bancos no cheque especial são de 286% ao ano, nas operações com cartão de crédito são 447% (informações do Banco Central). A taxa Selic ao ano no Brasil, de 14,25%, compete com, a mesma taxa, 0,5% nos Estados Unidos, 3,75% no México, 0,1% no Japão e 0% na Alemanha e na França. Os três maiores bancos privados do País tiveram, em 2015, lucros bilionários, da ordem de R$ 47,16 bilhões, em movimento contrário à maré baixa da economia.

“Os extorsivos juros cobrados pelas instituições financeiras, inibem os investimentos produtivos, deprimem o consumo dificultando a vida dos brasileiros mais pobres, matam empregos e sucateiam a já deficiente estrutura de serviços públicos aos cidadãos por falta de receita, embora o País seja um dos campeões em tributação no mundo”, pondera o presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira.

Nesse contexto, o Fórum Empresarial, o Fórum Democrativa, a Federação dos Metalúrgicos do Estado de Goiás, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e a Força Sindical se mobilizam pela imediata redução de juros. Nesta sexta-feira, dia 15 de julho, às 15 horas, as instituições citadas se reúnem com deputados federais e senadores, na Casa da Indústria, para buscar apoio à campanha e viabilizar caminhos para reduzir as abusivas taxas de juros.

De acordo com o presidente da Fieg, a raiz da crise está arraigada no descontrole das despesas públicas e nas altíssimas taxas de juros exigidas das empresas e dos cidadãos. “A retomada do crescimento e a geração de emprego passam, necessariamente, pela redução dos juros bancários”, defende Pedro Alves de Oliveira.

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