Governador do ES promete reestruturar e reformar a PM

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O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, afirmou que pretende reformar a Polícia Militar (PM) do estado. Ele concedeu entrevista nesta quinta-feira (9) a Miriam Leitão, da GloboNews, e falou sobre o caos na segurança pública em seu estado, que completa nesta sexta (10) sete dias de violência, depois que os policiais deixaram as ruas.

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“Estou trabalhando, mesmo em recuperação de saúde, com nossa equipe, para sair melhor dessa crise, para sair com a PM reestruturada, que precisa passar por reestruturação”, afirmou.

Hartung retornou ao estado na terça (7) após passar por uma cirurgia em São Paulo para retirada de um tumor localizado na bexiga. Por recomendação médica, segue em repouso. César Colnago continua como governador em exercício.

 

CRISE NO ES
Sem PM, estado tem onda de crimes

Protestos
O Espírito Santo está sem a PM nas ruas porque protestos de familiares dos policiais bloqueiam as saídas dos batalhões. As famílias pedem reajuste salarial para a categoria, que é proibida de fazer greve. Desde sábado (4), o estado vive uma onda de violência com mortes, saques e assaltos.

A segunda reunião para apresentação de propostas entre mulheres de policiais militares e governo acontece nesta quinta, no Palácio da Fonte Grande, em Vitória. A conversa, que já dura mais de 9 horas, ocorre a portas fechadas.

Um grupo de mulheres saiu revoltado dizendo que não havia mais acordo. No entando, a assessoria do governo diz que a conversa continua e que outro grupo de mulheres segue no palácio.

Na quarta (8), representantes da manifestação e governo já tinham se encontrado. Na ocasião, as  mulheres pediram anistia para as manifestantes e os policiais militares, e reajuste salarial de 43% (confirmar), que segundo elas representa as perdas salariais da categoria.

O governo diz que não tem dinheiro para atender as reivindicações.

Entenda a crise na segurança no ES
–  PMs reivindicam aumento nos salários, pagamento de benefícios e adicionais e criticam as más condições de trabalho.
– Como os PMs não podem fazer greve, as famílias foram para a frente dos batalhões para impedir a saída das viaturas policiais.
– O bloqueio começou no sábado (4) e atinge a Grande Vitória e cidades como Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma.
– Desde então, a Grande Vitória registrou mortes.
– Escolas, postos de saúde e parte do comércio estão fechados desde segunda-feira (6), quando ônibus também pararam de circular. Os ônibus voltaram a rodar na terça (7), mas em horário alternativo.
– 1.000 homens das Forças Armadas fazem policiamento na Grande Vitória desde segunda; 200 integrantes da Força Nacional começam a atuar na terça.

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