Horário de verão reduziu consumo de energia, diz Celg

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Marcado para terminar à zero hora de domingo (21), o horário de verão gerou uma redução de 0,2% no consumo de energia elétrica em Goiás, segundo estimativa da Companhia Energética de Goiás (Celg). Parte da população acredita que o índice economizado não justifica a medida e reclama do alto valor da conta de luz.

Segundo  a assessoria de imprensa da companhia, a redução está dentro o previsto, mas não é o principal ponto a ser analisado. Conforme explica, a mudança  serve para não sobrecarregar o sistema elétrico no horário de pico – entre 18h e 21h – e leva em conta a demanda de energia neste período. A empresa explica que esse índice diminuiu 4%.

Nas ruas, o horário de verão ainda é motivo de muita discussão. Para o autônomo Túlio Dias de Oliveira, a alteração é benéfica. “Eu prefiro assim. O tempo passa mais rápido e você aproveita o dia melhor, chega em casa mais cedo”, enumera.

Túlio Dias de Oliveira é a favor do horário de verão em Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Túlio é a favor do horário de verão: ‘Dia passa mais
rápido’ (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Apesar disso, ele critica o valor da conta de luz. “Tem que diminuir é o preço da energia para o usuário, que continua subindo”, comenta.

A doméstica Sirlei da Silva de Araújo é contra o horário de verão. Ela diz que a economia gerada é pouca e que isso pouco reflete na realidade de quem tem que acordar cedo. No bolso, a mudança foi para pior.

“Acho que não compensa [a economia]. Você deixa de ligar a luz à noite, mas liga pela manhã, como no meu caso, que acordo às 5h30 todos os dias. Além disso, minha conta aumentou. Subiu de R$ 118 no mês passado para R$ 132 nesse mês. Acho isso estranho”, lamenta.

Na casa da empresária Érika Ribeiro Mendonça, que também prefere o horário normal, o problema é a mudança na rotina dos filhos, de 1 e 5 anos. “Fica mais difícil para o meu mais velho acordar e ir para a escola e também atrapalha o dia a dia da bebê”, admite.

Érika Ribeiro Mendonça é contra o horário de verão em Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Já Érika é contra o horário de verão: ‘Fica mais difícil’ (Foto: Sílvio Túlio/G1)

 

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