Levy Fidelix já ganhou a eleição de candidato mais antigay de 2014

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Qual o candidato considerado mais homofóbico destas eleições? Jair Bolsonaro? Pastor Marco Feliciano? Que nada! O presidenciável Levy Fidelix ultrapassou os concorrentes na velocidade de um aerotrem e pode ser considerado vencedor nesta categoria.

No debate realizado na noite de domingo (28), na Record, o líder do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) roubou a cena dos outros seis sabatinados ao sair do armário do politicamente correto e assumir sua fúria contra os homossexuais.

Luciana Genro (PSOL), militante pró-casamento gay, observou que o Brasil é campeão mundial de assassinatos de GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) e questionou a razão de pessoas como ele, que defendem a família, se recusarem a reconhecer também como família um casal do mesmo sexo.

Aparentemente incomodado com a pergunta, Levy partiu para a polêmica: “Tenho 62 anos, pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: desculpe, mas aparelho excretor não reproduz”.

A plateia reagiu com risos. Genro arregalou os olhos.

Fidelix continuou: “Não podemos jamais gente, eu que sou um pai de família e um avô, deixar que tenhamos esses que aí estão (homossexuais), achacando a gente no dia a dia, querendo escorar essa minoria na maioria do povo brasileiro”.

O candidato foi além na cruzada anti-gay: “Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara”.

O político mineiro ateou mais combustível no debate ao associar homossexualidade à pedofilia: “Vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano um pedófilo. Está certo. Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar”.

Fidelix se referiu ao ex-arcebispo polonês e ex-núncio na República Dominicana Josef Wesolowski. O religioso foi destituído do sacerdócio e detido com autorização do papa Francisco, devido à denúncias de abuso sexual contra crianças.

Em sua réplica, Luciana Genro, que pareceu satisfeita por ter feito o concorrente cair na armadilha da polêmica, insistiu no apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo: “Estou defendendo todas as famílias, não importa se são dois homens, duas mulheres. O que importa é que as pessoas se amem. E para combater a discriminação, a homofobia, a transfobia, é fundamental reconhecer o casamento civil igualitário”.

Na tréplica, Levy Fidelix se mostrou preocupado com a visibilidade dos gays em um dos cartões postais de São Paulo: “O Brasil tem 200 milhões de habitantes, se começarmos a estimular isso aí daqui a pouquinho vai reduzir para 100 (milhões). Vai para a Avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los”.

Parte dos convidados que acompanhavam o debate no estúdio ria tanto que parecia estar em um show de stand up comedy.

Ao finalizar sua resposta, o presidenciável do PRTB chutou de vez o politicamente correto ao desejar distância da convivência com homossexuais: “O mais importante é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá”.

Com sua participação bombástica, Levy Fidelix conseguiu ofuscar Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB) e os assuntos mais recorrentes nos debates, como os planos para o resgate da economia e o combate à corrupção.

Nas redes sociais, o candidato do aerotrem foi execrado, mas também recebeu manifestações de apoio.

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