Paciente de Manaus que morreu em Goiânia tinha 54 anos e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias

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Não há informações se ele possuía comorbidades e com qual cepa da Covid-19 o paciente havia se contaminado

O paciente de Manaus que morreu na manhã desta quinta-feira, 21, no Hospital das Clínicas em Goiânia tinha 54 anos e sofreu uma parada cardíaca. A equipe médica tentou reanimá-lo por 1 hora, sem sucesso. As informações foram divulgadas pelo superintendente HC-UFG, José Garcia Neto. Segundo ele, não há informações se ele possuía comorbidades e com qual cepa o paciente havia se contaminado.

O paciente teve uma falência de múltiplos órgãos nesta madrugada, uma parada respiratória. “Já tínhamos uma dificuldade em manter a pressão e o coração, posteriormente começou a haver falência renal, falência hepática até chegar ao sistema nervoso central e ele foi a óbito após duas paradas cardiorrespiratórias, sendo que tentamos reanimá-lo por aproximadamente 1h mas ele não respondeu”, relata José Garcia.

Ainda de acordo com o superintendente, o paciente que veio a óbito chegou em Goiânia inconsciente, mas não era o que estava em estado mais grave dentre os 18 vindos de Manaus. Outros dois pacientes estão em estado gravíssimo. “Ele chegou já em situação muito grave e não conseguimos saber detalhes dos seus antecedentes patológicos que normalmente tentamos avaliar”, conta o superintendente.

Ainda de acordo com José Garcia, quatro pacientes já vieram em situação extremamente grave e outros dois tiveram o agravamento do quadro após a chegada ao HC. “Os exames iniciais [da vítima fatal] aqui em nossa unidade já se mostraram todos alterados”, relata, ao citar distribuição do vírus de forma intensa em todo o corpo e reação inflamatória severa.

Já está sendo organizado o encaminhamento do corpo da vítima de volta para Manaus. “É um momento muito triste para a família e para nós [equipe médica] que sentimos todas as perdas como se uma parte de nós fosse junto com eles. Nós não nos conformamos com as perdas, por mais difícil que fosse esse caso”, lamentou o superintendente.

A responsabilidade em relação ao traslado do corpo é da superintendência do Ministério da Saúde nos estados. “Entramos em contato com eles e já estão providenciando com as funerárias conveniadas de Goiás e do Amazonas para a preparação do corpo com todos os cuidados relacionado aos óbitos por Covid”, explica José. O corpo retornará a Manaus em um avião de carreira com todo o preparo necessário.

fonte: Jornal Opção
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