Pico da covid-19 no Brasil será em julho, diz estudo

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Coronavirus

Análise feita por cientistas da Funcional Health Tech indica que o país terá mais de 1,7 milhão de infectados no mês que vem

Um estudo feito por cientistas da Funcional Health Tech, plataforma independente que coleta dados relacionados à saúde de todo o país, apontou que o pico da pandemia da covid-19 no Brasil será em 6 de julho.

Até lá, segundo as previsões, o país terá mais de 1,7 milhão de infectados. Basta pensar que, se os casos confirmados nos Estados Unidos, atual epicentro da doença, pararem de crescer, a previsão facilmente poderia colocar o Brasil mais próximo da não favorável posição de país com mais infectados no mundo.

Atualmente, nos EUA, são 1.831.821 infectados. O Brasil está em segundo, com 555.383 casos confirmados, segundo o monitoramento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins.

Segundo a análise, São Paulo, um dos estados mais afetados pela doença no país, terá seu pico em 10 de julho, com 601 mil infectados. De acordo com os últimos dados divulgados pelo ministério da Saúde, o estado tem 111.296 casos confirmados e 7.667 mortes até o momento.

O segundo estado mais afetado, para o estudo, será a Bahia, com 203.579 infectados e o pico em 16 de julho. O Amazonas vem em terceiro, e alcançará a marca de 127.581 casos ativos em 3 de julho.

No Rio de Janeiro, a análise aponta que o pico será em 8 de setembro, com 8.524 casos ativos. Em Minas Gerais, o pico deve ser também em setembro, quando o estado alcançará a marca de 90.757 doentes.

O estudo inédito também aponta uma probabilidade de o novo coronavírus se estender até 2021 em alguns estados brasileiros, como é o caso do Mato Grosso do Sul, que terá o pico no fim de março do ano que vem, já o Mato Grosso terá o pico em 19 de março, assim como o Rio Grande do Sul, que tem previsão de atingir o maior número de casos em 18 de janeiro de 2021.

Para a análise, a plataforma usou o modelo matemático de epidemiologia SEIR e os estados do Norte, junto ao Sergipe, serão os mais afetados em um futuro próximo, dada a taxa de infecção da população.

Vale notar que o estudo não passou por procedimentos padrão de certificação de qualidade de pesquisas científicas, como a revisão de pares ou a publicação de artigo em um periódico científico. Ainda assim, ele está disponível na íntegra na plataforma Github, mais conhecido por ser um repositório colaborativo de código para profissionais de tecnologia.

Fonte: Exame

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