Putin se apresenta como solução para crise do gás

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, cujo país é muito influente no mercado de gás, afirmou nesta quarta-feira (13) que está disposto a aumentar as exportações para a Europa, tanto quanto necessário, para ajudar o continente a enfrentar a atual crise.

“Se nos pedirem para aumentar (as exportações) ainda mais, estamos dispostos a fazer isto”, declarou o chefe de Estado durante um fórum sobre energia em Moscou. “Aumentaremos (as exportações) tanto quanto nossos sócios nos solicitarem”, completou.

Putin afirmou que é “muito importante” estabilizar o mercado de gás, que enfrenta uma crise sem precedentes – em especial na Europa.

O presidente reivindicou “um mecanismo de estabilização a longo prazo do mercado de energia, o que é muito importante na difícil situação atual”.

De acordo com Putin, os Estados europeus, para os quais a Rússia fornece um terço do gás que consomem, se “equivocaram ao delegar à mão invisível do mercado” suas necessidades energéticas, em vez de multiplicar nos últimos anos os contratos a longo prazo com Moscou.

A União Europeia (UE) busca diversificar seus fornecedores de energia, tanto para reduzir a pegada de carbono, quanto sua dependência de Moscou.

Para Putin, no entanto, o gás é uma fonte-chave para se alcançar a neutralidade em emissões de carbono. Hoje, ele anunciou que a Rússia buscará atingir este objetivo até 2060, graças ao gás, que tem uma pegada bem menos do que a do carvão, ou a do petróleo.

Também insistiu em que a Rússia é um sócio “confiável” e que respeita todas as suas “obrigações contratuais”, ao mesmo tempo em que negou qualquer responsabilidade de seu país pelo aumento dos preços.

Mencionando um nível recorde de exportações em 2021, disse estar aberto a “falar de medidas adicionais”.

Nos últimos dias, as autoridades russas disseram estar dispostas a aumentar o fornecimento de gás para a Europa, mas, aparentemente, desejam fazer isto com base em contratos a longo prazo.

A estratégia da Rússia baseada em novos contatos de longo prazo não tem sido, contudo, bem recebida pela UE.

“Se há uma demanda (adicional), esta só poderá ser atendida com novas condições contratuais”, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Energia da Rússia, Nikolai Chulguinov.

Depois de semanas de aumento do preço do gás, Putin insinuou, no início de outubro, que contemplava um “possível aumento” do fornecimento de gás para a Europa, para ajudar a estabilizar os preços.

A crise energética mundial se deve, sobretudo, ao forte aumento da demanda com a recuperação econômica posterior à pandemia de coronavírus.

Outros fatores também contribuíram para a redução da oferta do gás, que registrou uma disparada do preço a níveis inéditos.

Na Europa, as reservas de gás estão em seus menores níveis, porque o inverno de 2020 se prolongou e, desde então, não foram recuperadas. A isso, soma-se o fato de a contribuição das energias renováveis, como a eólica, ter sido menos significativo por motivos meteorológicos.

AFP

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