Quase um milhão e meio dos residentes em Goiás possui diagnóstico médico de alguma comorbidade

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Em mais de 191 mil domicílios houve solicitação de empréstimos durante o período da
pandemia Segundo os dados da PNAD COVID19, 191 mil domicílios de Goiás solicitaram empréstimos durante o período da pandemia até agora. Isso representa 8,2% dos domicílios no estado. Desse total, 156 mil domicílios conseguiram os empréstimos solicitados, enquanto 35 mil não conseguiram. A pesquisa ainda averiguou que 2,1 milhões de domicílios, ou 91,8% dos domicílios de Goiás, não solicitaram empréstimos até o mês de agosto.

A grande maioria dos solicitadores de empréstimos recorreu aos bancos ou financeiras. Em 111 mil domicílios, ou 71,1% do total, essas foram as fontes do empréstimo. Já em 26,7% dos casos, ou seja, 42 mil domicílios, as fontes foram parentes ou amigos.
99,5% dos domicílios já possuíam máscaras, mas apenas 39,1% tinham luvas descartáveis Em agosto, a maioria dos domicílios goianos já possuía máscaras. Averiguou-se que em 2,3 milhões de domicílios, ou 99,5% do total, esse item estava presente, assim como no mês anterior. A presença de outros itens básicos de limpeza e proteção também foi alta em Goiás: 99,7% dos domicílios possuíam sabão e detergente; 96,6% possuíam álcool 70% ou superior; e 98,0% possuíam água sanitária ou desinfetante. O único item pesquisado que apresentou menor incidência nos domicílios foram as luvas descartáveis, presentes em 39,1% das residências.

Em agosto, 38,1% ficaram em casa e só saíram por necessidade básica

A PNAD COVID19 investigou as medidas de restrição adotadas pela população residente no mês de agosto. Os moradores de 2,7 milhões de domicílios afirmaram ter permanecido em casa e só saído por necessidades básicas. Esse número corresponde a 38,1% da população total do estado. Já em 39,9% dos casos, ou seja, 2, 8 milhões
de pessoas, afirmaram ter apenas reduzido o contato, mas continuaram saindo e recebendo visitas. Apenas em 2,1% dos casos, ou 148 mil pessoas, afirmou-se não ter tomado nenhuma restrição e em 19,2%, ou 1,4 milhão de domicílios, garantiu-se ter adotado o isolamento rigoroso.
Os dois grupos que mais ficaram rigorosamente isolados foram as crianças e os idosos. 51,5% das pessoas com idade de 0 a 13 anos seguiram essa medida de restrição, o que corresponde a 705 mil crianças ou préadolescentes. Já no grupo dos idosos, averiguou-se que em 19,4% das pessoas com 60 anos ou mais mantiveram-se rigorosamente isoladas. Isso corresponde a 266 mil idosos. As pessoas dentro da faixa etária de 30 a 49 anos representam a maior porcentagem dos que declararam não ter feito nenhuma restrição, correspondendo a 38,6% desse total, ou 57 mil pessoas.

Goiás registra 412 mil pessoas que não procuraram trabalho por conta da pandemia
Em agosto de 2020, 750 mil pessoas no estado de Goiás não procuraram trabalho mas gostariam de ter trabalhado. Destas, 412 mil pessoas não ocupadas deixaram de procurar trabalho devido à pandemia ou por falta de trabalho na localidade. Esse número representa queda de 10,6% na comparação com o
mês de julho e volta ao patamar do mês de maio que também apresentou 412 mil pessoas nessa condição.
Com isso, o estado registra um percentual de 19,1% das pessoas que não procuraram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, 8º menor percentual do país, ficando abaixo da média nacional (23,3%).

Número de pessoas afastadas do trabalho apresenta nova queda em agosto
Goiás registrou 157 mil pessoas ocupadas que estavam afastadas do trabalho em julho devido ao distanciamento social, 321 mil pessoas a menos que o registrado em maio (479 mil). Essa diferença significa que elas ou retornaram ao trabalho ou foram demitidas.
Com isso, Goiás possui 5,1% pessoas ocupadas e afastadas do trabalho que tinham devido ao distanciamento social no total da população ocupada. O estado figura como o 10º com o menor número de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, ficando pouco acima da média brasileira que registrou 5,0%.
Cai o número de pessoas afastadas do trabalho durante a pandemia que deixaram de receber remuneração em Goiás
Do total de 256 mil pessoas afastadas do trabalho no mês de agosto, 24,8%, ou seja, 64 mil pessoas, deixaram de receber remuneração. Esse número representa queda de 241 mil pessoas na comparação com maio (305 mil) e de 81 mil pessoas na comparação com julho (145 mil). Goiás registrou percentual superior ao do país (23,7%), posicionando-se como o 12º estado com maior percentual de pessoas afastadas
que deixaram de receber remuneração no país.
Somente 7,2% das pessoas ocupadas trabalharam de forma remota em Goiás
Somente 202 mil pessoas realizaram o trabalho de forma remota em Goiás no mês de agosto, o que representava 7,2% do total de pessoas ocupadas que não se afastaram do trabalho. Percentual menor do que a média nacional (11,1%).
Goiás continua com 1,1 milhão de pessoas ocupadas na informalidade
Desde o mês de maio, a PNAD COVID19 investiga o proxy de informalidade. Com 1,1 milhão de pessoas ocupadas no mercado informal, Goiás registrou em agosto uma taxa de informalidade de 37,5%, mostrando um leve crescimento na comparação com maio (36,7%) e julho (36,6%). A taxa para o Brasil foi de 33,9%.
Taxa de desocupação cresce novamente e atinge 13,5% em Goiás
De maio para junho, a PNAD COVID19 registrou um aumento de 17,6 mil pessoas desocupadas em Goiás, chegando a 466 mil. Em julho, esse contingente chegou em 468 mil pessoas. Em agosto, esse número foi de 478 mil. Com isso, a taxa de desocupação goiana saiu de 12,6% em maio para 13,5% em agosto, pouco abaixo da média nacional que registrou 13,6%. No país, essa taxa era de 10,7% em maio.

Cai também o número de pessoas que trabalharam menos horas do que o normal
Goiás registrou 485 mil pessoas ocupadas e não afastadas que referiram ter trabalhado menos horas em agosto do que normalmente trabalham, o que representava 17,3% do total. Houve queda de 75 mil pessoas na comparação com junho (560 mil). Do outro lado, somente 73 mil pessoas ocupadas e não afastadas referiram que trabalharam efetivamente mais horas do que normalmente trabalham, representando 2,6%
do total. Ambos percentuais foram menores do que a média nacional (21,7% e 3,9% respectivamente).

O rendimento médio efetivo foi R$ 217 a menos do que o normalmente recebido
O rendimento médio real normalmente recebido em Goiás no mês era de R$ 2.167. Contudo o rendimento médio real efetivamente recebido no mês anterior foi de R$ 1.950, ou seja, 90,0% do valor normalmente recebido. Essa diferença mostra uma tendência de queda, já que em maio era de R$ 431, junho era de R$ 410 e julho, R$ 302.
Essa diferença entre os rendimentos efetivos e normalmente recebidos em Goiás foi um pouco maior no âmbito nacional, R$ 247 (R$ 2.384 e R$ 2.137 respectivamente).
Das pessoas ocupadas em agosto no estado de Goiás, 801 mil tiveram rendimentos efetivamente recebidos menores do que o normalmente recebido, o que representa 26,4% do total, pouco abaixo da média nacional que ficou em 27,0%.
45,1% dos domicílios goianos receberam auxílio emergencial
Acima da média nacional (43,9%), Goiás apresentou um percentual de 45,1% dos domicílios que receberam auxílio emergencial no mês de agosto. A média proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios no estado foi de R$ 850, abaixo da média nacional de R$ 901.
Goiás registra a primeira queda no número de pessoas que apresentaram sintomas associados à Covid-19 Em agosto no estado de Goiás, 93 mil pessoas apresentaram sintomas referenciados conjugados, representando uma redução de 3,2% em relação ao mês de julho (96 mil pessoas). Esse é o primeiro recuo registrado desde o início da PNADCOVID19 em maio de 2020. O número de pessoas que afirmaram
apresentar algum sintoma isolado também apresentou queda, saindo de 510 mil pessoas em julho para 497 mil em agosto. o que representa 7,0% da população residente no estado.
O percentual de pessoas que referiram sintomas conjugados alcançou 1,3% da população total, contra 1,4 % em julho e 0,7% em junho. Já a quantidade de pessoas que referiram algum sintoma isolado tem agosto representou 7,0% da população que reside no estado, contra 7,2% em julho e 6,3% em junho.

Testes positivos para Covid-19 aumentam quase 110% em relação a julho
Em agosto, 815 mil moradores de Goiás afirmaram já ter feito algum teste para saber se esta – vam infectados pelo novo Coronavírus, o que representa 11,4% da população total. Mais da metade desse total eram mulheres (432 mil pessoas, ou 52,9%), contra 384 mil homens, ou 47,1%. O grupo que se encontra na faixa etária dos 30 ao 59 anos foi o que mais realizou testes (457 mil pessoas), seguido pelo grupo dos que têm entre 20 e 29 anos (160 mil pessoas). A faixa etária que menos realizou testes foi a das crianças de 0 a 9 anos de idade ( 48 mil pessoas)
A maioria das pessoas que afirmaram já ter feito algum teste ganhava de 1 a menos de 2 salários-mínimos (287 mil pessoas ou 35,3% do total). Por outro lado, as pessoas que ganhavam mais de 4 salários-mínimos foram as que menos afirmaram (59 mil pessoas ou 7,2% do total). Em Goiás, mais pessoas que se declaram pretas ou pardas realizaram testes do que aquelas que se declaram brancas. Foram 484 mil pessoas pretas ou pardas contra 321 mil pessoas brancas. Entretanto, ao comparar entre os grupos, 12,6% da população de cor branca fez algum teste contra apenas 10,7% da população de cor preta ou parda.
Das 815 mil pessoas que fizeram algum teste para detectar o vírus, 195 mil testaram positivo, o que representa um aumento de 109, 3% em relação a julho (93 mil testes positivos). Destas, 47,4% eram homens (92 mil) contra 52,6% do sexo feminino (103 mil). A maioria (89%) possuía entre 0 a 59 anos (174 mil) e se declarava preta ou parda (59,3%, ou 116 mil).

Quase um milhão e meio dos residentes em Goiás possui diagnóstico médico de alguma
comorbidade
No mês de agosto, 21% do total das pessoas residentes referiram possuir o diagnóstico médico de comorbidade no estado (1,49 milhão de pessoas), sendo a maioria mulheres (820 mil). 512 mil pessoas que residem em Goiás com 60 anos ou mais de idade referiram possuir diagnóstico médico de alguma comorbidade, o que representa 58,3% do total da população. Das pessoas com comorbidades, 59 mil testaram
positivo em algum dos testes averiguados pela pesquisa.
A maioria das pessoas que referiram diagnóstico médico de comorbidades afirmou ter Hipertensão (871 mil pessoas), seguido de doenças pulmonares (Asma/Bronquite/Enfisema/Doença respiratória crônica ou outra doença do pulmão) (342 mil pessoas) e por Diabetes (336 mil).

Sobre a PNAD COVID19
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE divulga, nesta publicação, os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD COVID19 para o mês de agosto de 2020. Desenvolvida no âmbito do Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares do IBGE SIPD, é a primeira pesquisa
divulgada com o selo de Estatística Experimental, recém-criado pelo Instituto. A PNAD COVID19 está sendo apresentada como Estatística Experimental pois ainda está sob avaliação, ou seja, ainda não atingiu um grau completo de maturidade em termos de harmonização, cobertura ou metodologia.
A PNAD COVID19 foi implementada em plena pandemia da COVID19 não só para obter informações sobre os sintomas referidos da síndrome gripal, como também para ser utilizada como instrumento de avaliação e monitoramento do combate aos efeitos dessa pandemia sobre o mercado de trabalho bra sileiro. Constitui uma pesquisa de amostra fixa de domicílios (“painel domiciliar”) que segue, mensalmente, as unidades amostradas em cada uma das quatro semanas do mês. A âncora dessa amostra é formada pelos domicílios entrevistados pela PNAD Contínua no primeiro trimestre de 2019; sendo assim, será possível não só avaliar o presente, mas também, futuramente, a dinâmica temporal da pandemia, isto é, o antes, o durante e o depois.
O instrumento de coleta das informações é dinâmico, sujeito a alterações ao longo do período de sua aplicação, o que possibilita, ao longo da pandemia, produzir, além de informações sobre saúde, outras necessárias a elucidar os aspectos socioeconômicos e demográficos desse fenômeno. A tempestividade
das divulgações semanais e de uma divulgação mensal mais detalhada, agregando as quatro semanas, servirá como um farol a iluminar as nuances da crise e as alternativas de recuperação.

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