Tecnologia e a saúde do coração: do Raio X à Impressora 3D

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A medicina e a tecnologia parecem inseparáveis. Alguns exemplos dessa parceria, que beneficiam o diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas, são:

raio-x-meu-cardiologista

O raio X: a descoberta dos raios X, em 1895, possibilitou a observação dos órgãos internos do corpo. Desde então muitos avanços ocorreram na área de investigação por imagem, avanços que permitem que médicos vejam os órgãos sem abrir o corpo, dentre as tecnologias da investigação por imagem temos: a tomografia computadorizada, o ultra-som, tomografia por emissão de pósitrons (PET), a ressonância magnética e outras.

O eletrocardiograma: no decorrer do século XIX, apesar dos vários precursores, o primeiro protótipo de eletrocardiógrafo foi desenvolvido em 1887. Contudo, foi Willem Einthoven quem aperfeiçoou a  técnica, em 1903, com o invento de um galvanômetro de corda que possibilitou monitorar problemas cardíacos com registros fieis utilizando uma padronização que, apesar da evolução dos aparelhos, ainda é utilizada na atualidade.

Catéteres: em meados do século XX os catéteres, que são tubos ocos e finos, foram inseridos no coração e no fígado.

Máquina Coração Pulmão

Máquina coração-pulmão: foi desenvolvida, também, em meados do século XX, a […] máquina fornece um meio artificial de se manter a circulação sanguínea, mantendo o paciente vivo enquanto o cirurgião opera o coração parado. Essa técnica, chamada de circulação extracorpórea, tornou as cirurgias cardíacas praticamente rotineiras, incluindo a substituição de válvulas cardíacas e a revascularização do miocárdio” (Fonte: PlanetSeed).

Válvulas cardíacas: o uso clínico inicial das próteses valvares deu-se em 1960. A partir daquele ano a utilização clínica da válvula de Starr-Edwards representou o maior e o principal avanço do tratamento cirúrgico das doenças das valvas cardíacas. As pesquisas tecnológicas prosseguiram e novos tipos de válvulas cardíacas artificiais foram desenvolvidos e aprimorados.

Coração Artificial

Coração artificial: após anos de pesquisa, já no século XXI, o primeiro coração artificial a ser implantado foi desenvolvido na França e utilizado pela primeira vez em 2013: “[…] houve a esperança de que […] pudessem ser implantes permanentes, resolvendo assim o problema da falta de corações verdadeiros para transplante. Contudo, poucos receptores viveram mais de meio ano. Outros corações artificiais foram desenvolvidos para atuar como pontes, a fim de manter os pacientes vivos até que um coração de verdade estivesse disponível” (Fonte: SEED – Schlumberger Excellence in Education Development).

A tecnologia fez com que a cardiologia neonatal evoluísse admiravelmente, permitindo operar o coração de um bebê em uma cirurgia de apenas 45 minutos, e ainda possibilitou que prematuros que não estão com o coração totalmente pronto para funcionar tenham chance de sobreviver, o que há tempos atrás seria impossível (Fonte: <prematuridade.com>).

Cirurgias: a evolução tecnológica permite que cirurgias cardíacas sejam realizadas cirurgia-coracaosem que haja a necessidade de abertura do peito, isso se dá por meio da introdução de instrumentos finos e precisos introduzidos no tórax do paciente, essas cirurgias são acompanhadas através da visão gerada por fibra óptica, que também é introduzida no tórax. A cirurgia cardíaca minimamente invasiva é mais indicada para a troca de válvulas do coração, em cirurgia de ponte de safena, para a instalação de marca-passo, em algumas doenças congênitas do coração etc. e as indicações estão aumentando.

coracao-impressoImpressão 3D: uma das mais novas tecnologias, que foi utilizada recentemente como suporte para uma intervenção cirúrgica no coração, é a impressora 3D. Em uma cirurgia muito delicada, que ocorreu na Inglaterra, os médicos fizeram uso de um coração impresso em 3D para uma melhora preparação para a cirurgia, o que foi fundamental para  da mesma. Com fotos reais do órgão da paciente o médico Tariq Hussain reproduziu o coração usando softwares modernos. assim, Tariq Hussain conseguiu “desenhar” o problema do coração da paciente com detalhes minuciosos do que precisava ser corrigido (Fonte: <http://www.bbc.com>). E o uso da impressão 3D está só no início, além da técnica já ter sido utilizada como recurso para reposição de ossos, para a impressão de órgãos para ajudar nos procedimentos médicos – como no caso relatado anteriormente -, pesquisadores e cientistas da “Universidade de Louisville anunciaram que em breve poderão criar o que eles chamam de ‘coração bioficial’. A equipe, liderada pelo biólogo celular Stuart Williams, vai usar células vivas a partir de um transplante potencial de um paciente combinado com materiais artificiais para criar um coração 3D impresso e totalmente funcional” (Fonte: <http://www.saopaulotimes.com.br>). Mas, isso é assunto para outra postagem.

Computadores: os computadores desempenham papel fundamental nos avanços da medicina moderna, seja em que área for. Pois, operam os aparelhos em salas de cirurgia e unidades de terapia intensiva; são componente importante da tecnologia de varredura etc. Além disso, cabe lembrarmos que as pesquisas atuais se valem do computador.

Assim, podemos perceber que a tecnologia proporcionou – e proporciona – meios que melhoram as práticas médicas. Mas, os orgãos artificiais são a grande grande invenção do século XX e XXI.

Isso porque, mesmo o transplante ainda sendo o ideal, sabemos que não há diaponibilidade de órgãos suficientes para atender a todos que precisam. Aí que está a importância do desenvolvimento de órgãos artificiais, que podem manter os pacientes vivos enquanto esperam por um doador compatível.

Apesar de todos os avanços, muitos ainda morrem por falta de doadores de órgão, infelizmente. Por isso, lembrem-se: DOE ÓRGÃOS E SALVE VIDAS!

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