“Valores podem ser superiores”, afirma Pedro Sales sobre contratos irregulares da Agetop

0
297

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Henrique Sales, falou ao O Hoje on-line sobre a força-tarefa da Polícia Civil que investiga supostas irregularidades em contratos da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop). Eles foram celebrados entre 2011 e 2018. Um deles tinha valor de R$ 5,5 milhões. Para o secretário, que não quis comentar detalhes para não comprometer as investigações, “valores podem ser ainda superiores. Este é apenas um dos contratos investigados”, afirmou.

“Foram encontradas graves irregularidades. Pagamentos foram suspensos e estamos analisando caso a caso”, explicou Sales. Ele assumiu a presidência há poucos dias, e afirmou que a força-tarefa está empenhada em sanar esses problemas.

As investigações começaram no início do ano com a auditoria de todos os contratos. Força-tarefa é composta por cinco procuradores do Estado, Controladoria-Geral do Estado e Polícia Civil. O presidente detalhou ainda que foram abertas sindicâncias e processos disciplinares para apurar irregularidades de servidores.

” Trabalhos resultaram em abertura de dezenas de processos disciplinares para apuração de desvios funcionais, muitos processos para apurar danos aos cofres públicos e atos ilícitos”, explicou. O presidente não quis detalhar a quantidade de pessoas envolvidas no esquema, porque pode atrapalhar o processo de investigação. “Quero deixar bem claro aqui que os funcionários vão ter seu direito de defesa assegurado”, ressaltou Sales.

“Vamos deixar a polícia civil fazer o seu trabalho e vamos continuar fazendo o nosso, garantindo a melhor aplicação dos recursos públicos para a sociedade”, concluiu Pedro Sales. Ele também não quis comentar diretamente declarações do ex-presidente da Agetop que havia criticado a demora nas ações da pasta. O presidente atual da pasta reforçou que investigações tiveram início em janeiro deste ano.

Nota do ex-presidente da Agetop

Jayme Rincón, ex-presidente da Agetop divulgou longa nota para imprensa contestando a atuação do atual presidente da Goinfra e suspeitas de irregularidades nas licitações da pasta. Em tom de desabafo, Rincón diz se recusar a chamar a pasta de Goinfra e questiona acusações colocadas contra corpo técnico da pasta. Ele fez retrospecto de sua atuação frente à pasta e informou que durante sua gestão diminuíram aditivos aos contratos.

criação de site

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui