Vigilante denuncia que foi vítima de racismo por cliente em banco de Rio Verde: ‘Falou que era preta igual minha bota’

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Ela conta que ofensas aconteceram após consumidor ser barrado em porta eletrônica. Caso foi registrado na Polícia Civil.

Uma vigilante de uma agência bancária denuncia que foi vítima de racismo por um cliente, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo Vanice Pinheiro, a ofensa aconteceu quando o homem não conseguiu passar pela porta giratória. Ela registrou o caso na Polícia Civil.

“Eu fui ofendida por ser mulher e por ser preta, que foi o que ele falou. Ele falou [que eu era] encardida, uniforme sujo, bota suja, que minha cor era preta igual minha bota”, disse a vigilante.

O caso aconteceu na sexta (18). Segundo a vigilante, o homem se recusou a deixar os pertences do lado de fora. Com isso, a porta, que é automática, travou. Em seguida, as ofensas e xingamentos começaram.

“Ele estava alterado, mas eu estava fazendo o meu serviço. Se ele olhasse bem, estava falando lá que a porta trava sozinha. Eu nunca ia bater a porta na cara de ninguém. O pessoal todo ficou observando aqueles palavrões que ele falava”, contou.

A vigilante registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que considera o caso como injúria por preconceito. A pena é de um a três anos de prisão, caso o autor do crime seja condenado.

A polícia disse que ainda não conseguiu identificar o suspeito e que vai pedir imagens do circuito de segurança para tentar ajudar na investigação.

A empresa onde a vigilante trabalha informou que está apurando o que aconteceu e que acompanha o caso. A companhia disse ainda que está prestando todo apoio à segurança.

O Itaú Unibanco informou que repudia qualquer tipo de ofensa, injúria ou descriminação e que está prestando o apoio necessário à investigação junto à empresa de segurança e às autoridades.

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