Walmart recolhe armas em lojas por risco de ‘agitação social’ em reta final das eleições nos EUA

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Políticas e departamento de segurança nacional alertam para riscos de conflitos antes, durante e após as eleições do dia 3 de novembro nos EUA.

Revólveres, pistolas, fuzis e munição de diferentes calibres foram recolhidos nesta semana das lojas Walmart, nos EUA, onde eram expostas do mesmo jeito que telefones celulares ou eletrônicos são apresentados em lojas de departamento no Brasil.

“Vimos alguns distúrbios isolados e, como fizemos em várias ocasiões nos últimos anos, removemos nossas armas de fogo e munições das áreas de vendas como precaução para a segurança de nossos associados e clientes”, informou a rede, em nota enviada ao Wall Street Journal.

Nos últimos dias, a imprensa dos EUA tem reportado diferentes medidas tomadas por polícias em todo o país para antecipar e responder a possíveis confrontos e agitações ligadas às eleições, marcada para a próxima terça-feira.

De janeiro a julho, a demanda por armamento teria crescido 72% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo representantes da indústria nos EUA.

O Walmart não informou quando deve voltar a expor armamento e equipamentos relacionados em aproximadamente 2,3 mil das mais de 4,7 mil lojas da rede nos EUA.

Nas noites de terça e quarta-feira (28/10), uma série de protestos acompanhados de saques foram registrados na Filadélfia, onde um homem negro supostamente com problemas mentais foi morto a tiros por policiais.

Uma loja do Walmart foi saqueada em Port Richmond – segundo a imprensa local, 11 pessoas foram baleadas na ocasião. Na loja, que vende armamentos, testemunhas dizem ter visto balas em munição espalhadas pelo chão.

Não se sabe se as balas foram usadas nos ataques.

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