quarta-feira, março 11, 2026
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8 de Janeiro: STF manda prender ex-membros da cúpula da PMDF

Os cinco policiais militares do Distrito Federal que foram condenados por omissão nos atos de 8 de Janeiro devem ser presos ainda nesta quarta-feira (11/3), dando início ao cumprimento das penas. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) porque se esgotaram as chances de recursos.

Metrópoles apurou que os militares devem se entregar na Corregedoria da Polícia Militar (PMDF). Até o momento, há a confirmação da chegada dos coronéis Fábio Augusto, Marcelo Casimiro e Klepter Rosa.

Na sequência, serão levados para exames no IML e, depois, conduzidos para o 19º Batalhão, conhecido como Papudinha, onde estão presos o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Anderson Torres, condenados na chamada trama golpista.

Os PMs condenados por unanimidade pela Primeira Turma do STF são os coronéis Fábio Augusto Vieira, então comandante-geral da PMDF no 8 de Janeiro; Klepter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral da PMDF; Jorge Eduardo Barreto Naime, ex-chefe do Departamento de Operações; Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra; e Marcelo Casimiro Vasconcelos.

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Os policiais militares foram condenados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência, grave ameaça com emprego de substância inflamável contra patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado; e violação de dever contratual de garantir a ordem pública e por ingerência da norma.

Eles foram condenados a 16 anos de prisão e a 100 dias-multa. A sentença também prevê o pagamento de R$ 30 milhões de forma solidária por danos morais coletivos junto aos outros réus pelo 8/1, além da perda dos cargos públicos.

O que dizem as defesas

A defesa do coronel Klepter Rosa informou que discorda “de alguns fundamentos da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal”, mas que irá cumpri-la, “como sempre cumpriu a Constituição da República e as leis do país”.

Segundo os advogados, a a consciência do coronel “permanece tranquila, uma vez que foi ele próprio quem determinou e conduziu a prisão de manifestantes ainda no dia 08 de janeiro, bem como nos dias subsequentes aos fatos. A defesa confia que os equívocos possam ser devidamente corrigidos pelo próprio Supremo Tribunal Federal”.

Já a defesa do coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues lamentou “os efeitos da decisão condenatória, uma vez que permanece convicta da inocência do coronel Marcelo Casimiro”. Em nota divulgada, a defesa afirmou que “lamenta-se que um pai de família e oficial que dedicou mais de três décadas de sua vida à Polícia Militar do Distrito Federal, sempre com conduta funcional ilibada e sem qualquer mácula em sua carreira, esteja hoje obrigado a iniciar o cumprimento de uma pena que a defesa considera incompatível com a realidade dos fatos apurados nos autos”.

Já a defesa de Jorge Eduardo Naime destacou que a “decisão que permanece cercada de contradições que jamais foram devidamente enfrentadas”.

Segundo o texto, a defesa “apresentou laudos periciais técnicos demonstrando a quebra da cadeia de custódia do celular de Naime — elemento que deveria ter sido tratado com absoluto rigor jurídico”, completou a nota. “A história ainda haverá de mostrar, com clareza, quem de fato tentou evitar o pior naquele 8 de janeiro”, finalizou.

Metrópoles
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