quinta-feira, abril 9, 2026
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Farra das Consultorias: Banco Master pagou R$ 59 milhões a gigantes da política

Uma lista explosiva enviada à CPI sobre o Crime Organizado revelou que o Banco Master destinou R$ 59,03 milhões para uma extensa rede de políticos, ex-ministros e figuras de proa de diversos partidos entre 2022 e 2025. O montante, declarado pela própria instituição, teria sido utilizado para o pagamento de serviços de consultoria, assessoria jurídica e trabalhos técnicos. No entanto, o volume dos valores e o perfil dos beneficiários levantaram suspeitas imediatas sobre a natureza dessas relações.

Nomes de peso como o ex-presidente Michel Temer, os ex-ministros Guido MantegaHenrique Meirelles e Ricardo Lewandowski, além de lideranças como ACM NetoRatinho Jr. e Fabio Wajngarten, figuram na lista de recebimentos. As declarações foram confirmadas por grandes veículos de imprensa e surgem em um momento crítico, ocorrendo pouco antes da liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central no final de 2025.

Investigação de fraude e o ocaso do Banco Master

A revelação desses pagamentos acontece em meio a investigações profundas de fraude que culminaram no fechamento do banco. Segundo os documentos da CPI, os repasses foram realizados em um período de forte expansão da instituição, que agora está sob escrutínio por suspeitas de irregularidades financeiras. Os contratos foram justificados pelos envolvidos como serviços legítimos de assessoria técnica, com alguns políticos esclarecendo que os vínculos foram encerrados antes da intervenção do Banco Central.

Portanto, o foco das autoridades agora recai sobre a real contraprestação desses serviços. Enquanto alguns beneficiários emitiram notas detalhando o trabalho realizado, outros preferiram o silêncio ou contestaram a origem dos dados. Todavia, a coincidência entre os altos pagamentos à elite brasiliense e a saúde financeira debilitada do banco gerou um forte desgaste na imagem da instituição.

Reações e desdobramentos na CPI

A repercussão no Congresso Nacional foi imediata, com parlamentares da oposição e da base governista exigindo a quebra de sigilo bancário dos escritórios envolvidos. A transparência das transações foi questionada durante as sessões da CPI, especialmente em casos onde os valores recebidos parecem desproporcionais ao tempo de serviço prestado.

Em suma, o caso do Banco Master promete ser um dos maiores escândalos de conexão entre o sistema financeiro e a política dos últimos anos. À medida que a liquidação avança e novos depoimentos são colhidos, o impacto dessas revelações pode redesenhar as alianças e a confiança no setor bancário nacional. O desfecho da investigação determinará se as consultorias foram, de fato, técnicas ou se serviram como fachada para outros interesses.

Fonte: ZipewsOnline

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