sexta-feira, abril 17, 2026
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Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj em votação sem concorrentes

Numa eleição sem concorrentes, contestada na Justiça pela oposição duas vezes, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito e empossado o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã desta sexta-feira (17). Também foi eleito o segundo secretário, deputado Dr. Deodalto (PL).

A votação registrou 44 votos a favor de Ruas e uma abstenção. Alguns partidos, no entanto, não votaram e prometem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). Não participaram da votação 25 deputados do PT, PSB, PSD, PC do B, MDB, PDT e PSOL.

Ruas já tinha sido escolhido por parte de seus pares para presidir a Alerj em 26 de março, mas essa votação acabou anulada na Justiça.

Ruas, inclusive, afirmou que pretende se reunir ainda nesta sexta com o governador interino, o desembargador Ricardo Couto, para discutir os próximos passos diante da crise institucional no estado.

Inicialmente, a disputa seria entre dois deputados candidatos:

  • Douglas Ruas (PL), ligado à base do ex-governador Cláudio Castro (PL),
  • Vitor Junior (PDT), apoiado pela frente partidária do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do estado.

O candidato da oposição, porém, retirou a candidatura. O movimento foi um protesto contra a decisão da Justiça que manteve a votação aberta. Segundo os partidos contrários ao modelo, a votação aberta expõe parlamentares a pressões e retaliações.

Em paralelo à retirada da candidatura de Vitor Junior, a frente de 25 deputados 9 partidos (PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV ) não participou da votação.

‘Cartas marcadas’ x ‘transparência’

Para a oposição, a votação aberta se torna um jogo de “cartas marcadas”. A avaliação é de que o sigilo poderia estimular deputados da base governista a mudar de posição sem sofrer pressão.

“Essa frente partidária não irá legitimar um processo eleitoral de fachada, retirando-se do plenário caso mantido o voto aberto”, diz um trecho da nota da frente partidária.

“Entendemos que o voto secreto evita a intimidação que, por certo, a base do então governador Cláudio Castro vai tentar fazer com os deputados”, afirmou a deputada Martha Rocha (PDT).

Ruas, por sua vez, defendeu o voto aberto e questionou a oposição.

“Por que esconder em quem você vai votar? Eu acho que a população tem direito. Quanto mais transparência no poder público, melhor. Seja no Legislativo, no Judiciário, no Executivo, eu sou a favor da máxima transparência”, disse o deputado do PL.

Fonte G1

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