segunda-feira, agosto 10, 2026
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Ao menos 57 migrantes morrem ao chegar à Espanha pelo mar; cerca de 60 mil entraram em Ceuta

O governo espanhol confirmou nesta sexta-feira, 31, que ao menos 57 pessoas morreram ao tentar entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, vindas do Marrocos. O número de vítimas ainda pode aumentar nas próximas horas, já que uma operação de busca está em andamento nas águas próximas à fronteira.

O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, informou que cerca de 60 mil migrantes entraram em Ceuta nos últimos dias, o que equivale a 70% da população regular da cidade autônoma, estimada em pouco mais de 80 mil habitantes.

“A situação que Ceuta está atravessando é absolutamente insustentável”, disse Vivas.

O Ministério do Interior da Espanha informou, no entanto, que a maior parte dos migrantes começou a retornar ao Marrocos. Segundo a pasta, até às 18h desta sexta-feira no horário local (13h em Brasília), 48,3 mil pessoas já tinham deixado Ceuta em direção ao país africano.

“As saídas de Ceuta estão ocorrendo a um ritmo de 150 pessoas por minuto”, afirmou o Ministério do Interior em nota.O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, chegou a Ceuta na manhã desta sexta-feira para se reunir com forças de segurança na fronteira e, em seguida, com autoridades regionais, acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

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Sánchez afirmou que a situação representa “uma violação e um ataque à integridade territorial da Espanha”.

“O governo da Espanha está com a cidade de Ceuta”, disse Sánchez. “Entendemos o estado emocional e a situação de angústia que eles estão vivendo durante estas últimas horas.”

Pouco depois, ele usou as redes sociais para responder às críticas de alguns de seus parceiros da União Europeia.

“Não é hora de dividir. É hora de continuar construindo uma União Europeia forte e unida”, escreveu Sánchez em uma publicação no X, acrescentando que há outros pontos da região por onde imigrantes entram de forma irregular.

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, comparou a situação a “uma invasão” e alertou os americanos sobre o risco de algo semelhante ocorrer em seu país.

“Eu vi o que aconteceu com a Espanha ontem, a catástrofe que ocorreu”, disse Trump em uma reunião de gabinete realizada em sua casa de descanso de Camp David, em Maryland. “Parece a invasão de um país por centenas de milhares de pessoas, e a mesma coisa vai acontecer conosco se os republicanos não forem eleitos, só que será pior, muito maior”, afirmou./Com informações da AFP

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