sábado, fevereiro 14, 2026
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Acordo Mercosul-União Europeia deve ser assinado em janeiro, diz Lula

O sábado, na política regional, foi marcado pelo encontro de presidentes dos países que compõem o Mercosul. A reunião marca o fim da liderança brasileira e o início da presidência paraguaia.

Os grandes temas do dia foram a crise entre Venezuela e Estados Unidos e o adiamento do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa agora é concluir a negociação no mês que vem.

A tradicional foto dos líderes foi registrada em frente às Cataratas do Iguaçu. Além do presidente Lula, a cúpula reuniu os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; e do Uruguai, Yamandú Orsi. Representantes de Estados associados ao bloco também estiveram na reunião.

Em discurso, o presidente Lula lamentou a falta de entendimento para assinar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa,  garantiram que não há a possibilidade de a França sozinha impedir o acordo.

A França tem feito um jogo duro para assinar o texto, assim como a Itália.

“Líderes europeus pediram mais tempo para discutir medidas adicionais de proteção agrícola. Recebi ontem, da presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, uma carta em que ambos manifestam expectativa de ver o acordo aprovado em janeiro. Sem vontade política e coragem dos dirigentes, não será possível concluir uma negociação que já se arrasta por 26 anos. Enquanto isso, o Mercosul seguirá trabalhando com outros parceiros”.

O presidente brasileiro também reservou parte do discurso para lembrar que o combate ao crime organizado deve ser prioridade do bloco.

Lula citou especificamente a criação de um grupo para asfixiar as fontes de financiamento de atividades ilícitas e propôs ao Paraguai, que assumiu a presidência do bloco, um pacto pelo fim do feminicídio e da violência contra as mulheres.

Pressão dos EUA na Venezuela

Sobre as recentes tensões entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente foi direto:

“Passadas mais de quatro décadas, desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional. Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”.

O Brasil já se colocou à disposição para mediar uma solução pacífica para a crise entre Venezuela e Estados Unidos.  Nesta semana, o presidente Lula deve conversar sobre o assunto com o presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo petroleiro apreendido

Neste sábado (20), os Estados Unidos apreenderam mais um navio petroleiro próximo à costa da Venezuela, em águas internacionais.

A informação foi repassada por dois marinheiros norte-americanos a agências internacionais.

É a segunda apreensão de navio venezuelano em uma semana, o que mostra o acirramento da ofensiva dos Estados Unidos contra o país sul-americano e o governo do presidente Nicolás Maduro.

Agência Brasil

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