A defesa de Daniel Vorcaro afirmou à CNN que a intimidade do banqueiro está sendo devassada e fez críticas ao encaminhamento do material dos sigilos determinado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), à CPMI do INSS.
“O ministro André encaminhou o material dos telefones para a CPI, toda a intimidade do Vorcaro e de muitos outros está sendo devassada”, afirmou Roberto Podval.
Ao comentar o assunto, Podval citou o ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master no dia 12/02, após muito desgaste diante das investigações sobre Tayayá Resort, frequentado pelo ministro e que pertenceu aos irmãos dele.
“Toffoli estava certo: isso deixa de ser processo e uma devassa de vidas alheias”, afirma Podval à CNN.
A defesa ainda não apresentou um pedido de Habeas Corpus após a prisão preventiva de Vorcaro ser cumprida nessa quarta-feira (05). Os advogados afirmam que ainda pretendem aguardar desdobramentos.
Em uma nota à imprensa na manhã desta quinta-feira (05), a defesa afirmou que o cumprimento da preventiva ocorreu sem que os advogados tivessem acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida.
A defesa pediu ao STF que determine à Polícia Federal a apresentação de informações objetivas que sustentaram o pedido de prisão, incluindo:
- as datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionadas na investigação;
- a comprovação da existência do suposto grupo de mensagens denominado “A Turma” e se Daniel Vorcaro fazia parte do grupo;
- as datas das alegadas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais;
- os documentos e datas que comprovariam pagamentos mencionados na representação policial;
- e a identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário.
Fonte: CNN
