Preso em operação policial contra esquema de venda de vagas, nesta terça-feira, 7, Conrado Portugal era lotado na Regulação na gestão do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano (PSDB), e um ativo apoiador do deputado federal e ex-candidato à prefeitura aparecidense, Professor Alcides (PSDB).
O agente de endemias foi um dos alvos da Operação “Mercancia Torpe”, da Polícia Civil, que investiga a venda de prioridades nos sistemas de saúde SERVIR e SISREG.
Conrado, que foi candidato a vereador pelo Republicanos em 2024 apadrinhado pelo deputado Jeferson Rodrigues, mantinha uma atuação no grupo que hoje orbita o PSDB de Marconi Perillo.
A operação é um desdobramento da “Operação Hipócrates”, de 2023. A polícia identificou que agentes públicos de Goiânia e de outros oito municípios do interior (como Catalão, Senador Canedo e Goianira) participavam da “mercancia” de serviços que deveriam ser gratuitos e universais.
“Evidenciou-se que havia verdadeira mercancia de vagas no sistema de saúde. As condutas sobrecarregavam o sistema, pois priorizavam quem pagava, enquanto os demais eram obrigados a aguardar indefinidamente”, afirmou a Polícia Civil em nota.
Ao todo, foram cumpridos 52 mandados judiciais, sendo:
• 06 prisões temporárias;
• 17 mandados de busca e apreensão;
• 05 afastamentos de funções públicas;
• 24 quebras de sigilo bancário e fiscal.
A coluna Bastidores tenta contato coma defesa de Conrado Portugal. O espaço permanece aberto.
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