Fundos de pensão de estados e municípios que aplicaram dinheiro no Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC), estão na alça de mira da Polícia Federal (PF). De dezoito fundos que fizeram esses “investimentos”, em aportes que, somados, chegam a R$ 1,87 bilhão, dois já foram alvos de operações policiais: o Rioprevidência, no último dia 23 de janeiro, em nesta sexta-feira (6/2), o Fundo do Estado do Amapá.
Em janeiro, a Operação Barco de Papel investigou suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras que teriam colocado em risco recursos de autarquia responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio de Janeiro, o Rioprevidência.
Nesta sexta, a Operação Zona Cinzenta apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS-AP). A ação tem como foco investimentos realizados pela autarquia estadual em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Números divulgados pelo Ministério da Previdência Social mostram aportes realizados por fundos no Master de norte ao sul do país. Só o fundo do estado do Rio de Janeiro aplicou R$ 970 milhões. O Amapá, R$ 400 milhões (confira a lista completa abaixo).
As compras de letras financeiras do Master por fundos previdenciários ocorreram de outubro de 2023 a dezembro de 2024. Os fundos são responsáveis por gerir e investir recursos financeiros necessários para custear o pagamento das aposentadorias e pensões dos funcionários públicos estaduais e municipais e seus dependentes.
Sem ressarcimento
Além de altos, os valores não serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que irá desembolsar R$ 41 bilhões com 1,6 milhão de pessoas que investiram até R$ 250 mil. Os passivos dos fundos vão entrar na massa de credores da liquidação do Master.
Veja quanto foi investido pelos fundos no Master:
Estado do Amapá (AP): R$ 400 milhões
Estado do Amazonas (AM): R$ 50 milhões
