Aliados do presidente Lula no Congresso admitem, nos bastidores, que, apesar da vontade do presidente, não será tarefa simples criar, em pleno ano eleitoral, o Ministério da Segurança Pública.
Para criar uma nova pasta, Lula teria de submeter uma medida provisória ao Parlamento, em um momento em que a relação com o Congresso, em especial com o Senado, não é das melhores.
A votação da criação, por meio de medida provisória, cairia nas mãos do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que está insatisfeito com a escolha de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF.
Alcolumbre seria o responsável por criar a comissão mista que debateria a medida provisória. Na sequência, o texto teria de ser votado na Câmara, onde o governo conta com uma base reduzida, como mostraram votações recentes.
Depois, a criação do novo ministério precisaria ser aprovada no Senado. Rotineiramente, medidas provisórias chegam à Casa prestes a perder a validade.
A criação do Ministério da Segurança Pública é apontada como um dos motivos que levariam o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a deixar o governo, já que sua pasta ficaria enfraquecida, com menos atribuições.
Como mostrou o Metrópoles, Lewandowski avisou alguns aliados que deve deixar o ministério até o fim desta semana. Os mais cotados para sucedê-lo são o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho.
Metrópoles
