segunda-feira, fevereiro 23, 2026
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“Está cedo o presságio da vida pública”, diz Ibaneis, que se afasta em março

O governador Ibaneis Rocha (MDB) fez um breve balanço, na manhã desta segunda-feira (23/2), da sua carreira no Distrito Federal, ressaltando estar cedo para deixar a vida pública. Em 28 de março, ele deve se afastar do governo para tentar uma cadeira no Senado Federal, passando a responsabilidade do Executivo local para a vice, Celina Leão (PP).

“Ao longo de todo esse período, eu dediquei a minha vida, saúde e inteligência para fazer o bem para o Distrito Federal. Acho que está cedo o presságio da vida pública, porque com a minha experiência na área privada, 32 anos de advocacia, passagem pelos órgãos que representei e com essa experiência de governo, digo a vocês que todos os dias tem um caminhão de problemas, e nós temos que ter um trator com soluções. E eu não abro mão de dar soluções, por mais duras que elas sejam. Dizendo sim, sempre que possível, mas dizendo não quando é necessário”, declarou Ibaneis.

A fala ocorreu durante a sanção do projeto de lei complementar que revisa o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do DF. A nova legislação, que terá vigência pelos próximos 10 anos, é o principal instrumento de planejamento urbano da capital, definindo as diretrizes para ocupação do solo, habitação, transporte e preservação ambiental em todo o território. Após a cerimônia, nem Ibaneis nem Celina conversaram com a imprensa.

Ibaneis esteve presente em cerimônia de sanção do PDOT

Sobre o PDOT, o governador o definiu como “um marco para a modernização da legislação do DF”, que visa garantir segurança jurídica e destravar o desenvolvimento econômico. Segundo Ibaneis, a clareza das novas regras é fundamental para que o setor produtivo tenha agilidade em seus empreendimentos e para que os servidores públicos possam trabalhar com transparência e eficiência.

“Além de desenvolver a cidade com segurança jurídica, a gente gera renda”, pontuou. Ibaneis também ressaltou o impacto social da medida, especialmente no que diz respeito à regularização fundiária e à oferta de moradia. “Tivemos um olhar muito forte para a expansão na área da moradia e o interesse social. Esse foi o nosso objetivo ao longo desses anos: levar para a população do DF um futuro organizado, fazendo com que as pessoas possam dormir em paz, com as suas escrituras debaixo do braço”, destacou.

Correio Braziliense

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