O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (3) que o requerimento para criar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as irregularidades envolvendo o Banco Master deverão respeitar a “ordem cronológica” da fila de pedidos da Casa.
“Nós temos aqui uma fila de CPIs. Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, nós tivemos em torno de quinze, dezesseis CPIs protocoladas. Nós acabamos não instalando nenhuma e agora nós vamos fazer o debate sobre essas CPIs”, disse.
Hugo ainda ressaltou que o regimento interno da Câmara permite que apenas cinco CPIs funcionem de forma simultânea.
“A Câmara tem que obedecer essa ordem cronológica, tem que obedecer regimentalmente o funcionamento de cinco CPIs ao mesmo tempo, se for decisão da presidência instalar. Nós vamos no momento certo estar tratando dessa pauta de CPI”, afirmou.
Pedidos de Comissão
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou nesta segunda-feira (2) um pedido de instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Rollemberg defendeu a quebra de sigilo telefônico do empresário Daniel Vorcaro por meio da Comissão.
“A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poderes de polícia. Então, ela pode quebrar o sigilo telefônico e telemático e abrir para mostrar quem está no telefone do Vorcaro”, disse o deputado em entrevista à CNN nesta segunda-feira (2).
Além desse requerimento, há outros três pedidos de investigação em circulação: uma CPMI articulada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ); outra, também de CPMI, apresentada pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS); e uma CPI no Senado puxada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).
