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Líderes mundiais repercutem operação militar dos EUA na Venezuela

Líderes de toda a América Latina e de outras parte do mundo expressaram reações variadas à operação militar dos EUA na Venezuela neste sábado (3), variando entre preocupação e celebração.

Cuba

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel criticou o que chamou de ataque “criminoso” dos EUA contra a Venezuela em uma postagem no X.

“Cuba denuncia e exige urgentemente a reação da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada”, disse ele.

México

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum, também no X, citou uma passagem da Carta da ONU que dizia que os Estados-membros devem se abster da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial de outro Estado.

Ela também compartilhou uma declaração que afirmou que seu governo “condena e rejeita veementemente” a operação.

Colômbia

O presidente colombiano Gustavo Petro disse que seu país está monitorando a situação na vizinha Venezuela com profunda preocupação.

“O Governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar a população civil em risco”, escreveu ele no X.

Chile

O presidente cessante do Chile, Gabriel Boric, disse, também no X, que seu governo expressa “preocupação e condenação” com a operação dos EUA.

“A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não por meio de violência ou interferência estrangeira”

Argentina

Enquanto isso, o presidente argentino Javier Milei, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, pareceu saudar a captura do líder venezuelano com uma mensagem seca no X: “A liberdade avança! Viva a liberdade, droga!”

Equador

O presidente equatoriano Daniel Noboa também recebeu a notícia, escrevendo no X: “Para todos os criminosos narcotraficantes chavistas, sua hora está chegando. Sua estrutura vai desabar completamente por todo o continente.”

Ele também instou os líderes da oposição venezuelana e o público a retomar o país.

Brasil

Algumas horas depois, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que “os atentados em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassaram uma linha inaceitável” e alertou que estabelecem um precedente “extremamente perigoso” para a comunidade internacional.

O petista disse que a manobra “remete aos piores momentos de interferência na política latino-americana e caribenha e ameaça a preservação da região como zona de paz”, e instou a comunidade internacional a “responder firmemente a este episódio.”

Uruguai

O Governo do Uruguai afirmou que “com atenção e séria preocupação” os fatos e “rejeita a intervenção militar de um país no território de outro.”

O Ministério das Relações Exteriores afirmou em comunicado que “os Estados devem se abster de recorrer à ameaça, ou ao uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado”.

Trinidad e Tobago

No Caribe, Trinidad e Tobago negou qualquer envolvimento na operação militar dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o país mantém relações pacíficas com a Venezuela.

Reações no resto do mundo

Na Espanha, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, pediu “desescalada” e respeito ao direito internacional e aos princípios da Carta da ONU.

Ele assegurou que a embaixada e os consulados da Espanha na Venezuela estão operacionais e que o Executivo está monitorando a situação em coordenação com a União Europeia.

“A Espanha lembra que não reconheceu os resultados das eleições de 28 de julho de 2024 e sempre apoiou iniciativas para alcançar uma solução democrática para a Venezuela”, acrescentou o texto.

Por sua vez, o Reino Unido se distanciou da operação militar.

O primeiro-ministro Keir Starmer disse que seu governo “não participou de nenhuma forma” da operação dos EUA à Venezuela e enfatizou a necessidade de respeitar o direito internacional.

Da Rússia, a condenação foi frontal. O Ministério das Relações Exteriores descreveu a ação como um “ato de agressão armada” e reafirmou sua “solidariedade com o povo venezuelano”, apelando para evitar uma escalada maior e buscar uma solução por meio do diálogo.

CNN

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