Durante o anúncio do governo federal sobre zerar o PIS e Cofins do preço do diesel para conter a alta do combustível, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu “boa vontade” de governadores para reduzir também o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
O ICMS é um tributo estadual que incide sobre a venda de produtos e serviços e representa uma das principais fontes de arrecadação dos estados.
Na prática, quem paga o ICMS é o consumidor final, porque o imposto é embutido no preço de produtos e serviços, como no caso dos combustíveis.
Já o PIS e Cofins são tributos federais. Ao zerar os dois impostos, o governo tenta reduzir o impacto da oscilação do preço internacional do petróleo sobre o diesel no Brasil em meio a guerra no Oriente Médio.
O conjunto de medidas para mitigar os efeitos da volatilidade do preço do petróleo somam R$ 30 bilhões em renúncia fiscal. Por outro lado, o imposto de exportação de petróleo implementado deve arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. Por essa razão, o Ministério da Fazenda estima que as medidas terão impacto fiscal neutro.
O anúncio inclui zerar as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel e o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel.
- Zerar Pis/Cofins: R$ 20 bilhões;
- Subvenção do diesel: R$ 10 bilhões;
- Imposto de exportação: R$ 30 bilhões.
O preço do barril de petróleo voltou a superar US$ 100 em reflexo aos ataques que atingiram navios petroleiros próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial.
Desde o início do conflito no Irã, a commodity acumula alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana.
O Brasil é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo o diesel. No entanto, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena.
Fonte CNN
